Pesquisadores criam novo robô cirúrgico movido a ar

Por Redação | 03 de Agosto de 2015 às 08h06
photo_camera Foto: Reprodução

Pesquisadores japoneses desenvolveram um novo robô cirúrgico movido a ar, que pode mudar a maneira de realizar os procedimentos. O aparelho pode alternar a visão da câmera com apenas um aceno de cabeça do médico-cirurgião.

Segundo os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Tóquio e da Universidade Médica e Dental de Tóquio, o robô batizado de Emaro é o primeiro pneumático do mundo que pode controlar o endoscópio, uma câmera em forma de tubo que é utilizada para a visualização do interior do corpo, auxiliando os cirurgiões nas operações.

O Emaro é composto por um compressor, um painel de controle e uma coluna que suporta o braço, que funciona como o endoscópio. O cirurgião pode controlar os seus movimentos sem utilizar as mãos, enquanto trabalha com os instrumentos cirúrgicos dentro do corpo e assiste o procedimento em um monitor.

Por ser alimentado com ar comprimido, o Emaro se movimenta de maneira suave e com bastante precisão. Os pesquisadores ainda garantem que ele pode melhorar a segurança da cirurgia laparoscópia, que envolve a inserção de longos tubos de fibra óptica através de incisões feitas do abdômen. Procedimentos minimamente invasivos deixam cicatrizes menores, além de proporcionar uma melhor recuperação.

O robô é capaz de se mover ao longo de quatro eixos: para frente e para trás, lado a lado, para cima e para baixo e de rotação. Em uma demonstração feita no Instituto de Tecnologia de Tóquio, o cirurgião colocou uma touca cirúrgica equipada com um giroscópio sobre a testa. Ao mover a cabeça, a máquina movia também o endoscópio, além de uma câmera e uma luz em sua ponta. Também foram usados pedais para enviar controles direcionais para o dispositivo, colocando-o em modo de controle manual.

O Emaro ainda pode ajudar em cirurgias para doenças do pulmão, assim como câncer gástrico e de próstata. O robô pode substituir operadores de endoscópio humanos, que poderiam ser úteis em outras áreas que necessitam de profissionais qualificados.

Kenji Kawashima, professor da Universidade Médica e Dental de Tóquio, diz que a câmera é fixa e não vai balançar, como acontece quando é segurada por uma pessoa. Kawashima ainda diz que ele e os seus colaboradores decidiram criar o Emaro porque o sistema cirúrgico recente não fornece um bom feedback durante uma operação. O aparelho é o primeiro grande passo na criação de ferramentas cirúrgicas mais sensíveis.

O robô Emaro deve ser lançado em agosto no Japão para hospitais e universidades e deve custar aproximadamente US$ 120 mil. Uma nova geração do aparelho está prevista para o mercado mundial entre 2017 e 2018.

Fonte: PC World