Implante cerebral faz paciente com paralisia mover braço robótico com a mente

Por Redação | 22 de Maio de 2015 às 13h18

Depois de vermos um sensor que permitia pessoas moverem próteses com a mesma precisão e naturalidade de um membro real, eis que surge outra novidade em termos de acessibilidade para ajudar pessoas com dificuldades motoras. Desta vez, um implante cerebral fez que um homem tetraplégico controlasse um braço robótico com a mente.

Vítima de uma paralisia que o deixou preso em uma cadeira de rodas, Erik Sorto pôde beber uma cerveja sem a ajuda de ninguém pela primeira vez em 13 anos graças a uma nova tecnologia desenvolvida por cientistas da empresa Caltech. Eles implantaram chips em uma parte específica de seu cérebro e, com isso, ele conseguiu movimentar o membro mecânico apenas com seu pensamento.

Pode parecer coisa de ficção científica, mas a explicação é bastante lógica. Os pesquisadores criaram uma ponte entre o equipamento robótico e o córtex parietal posterior do paciente, permitindo que a máquina identificasse a intenção de controlar os músculos e agisse com essa intenção de movimento.

Segundo a equipe da Caltech, o grande diferencial da tecnologia em relação às outras iniciativas semelhantes é que a ação acontece de maneira muito mais natural e fluida, o que torna tudo mais próximo do indivíduo. Para eles, as demais tecnologias que agem nesse sentido ainda sofrem com uma incômoda demora e com o desconforto operacional.

A razão disso é que a pessoa não precisa imaginar cada uma das etapas da ação, mas apenas sua intenção. No caso de Erik Sorto, basta ele pensar que quer apertar a mão de outra pessoa para que o braço robótico faça exatamente isso. Já nas demais propostas do tipo, o paciente precisa fazer um passo a passo demorado e nada natural. Afinal, quem para e lista: “preciso levantar o braço, esticá-lo, abrir a mão, segurar a da outra pessoa e agora movimentar para cima, para baixo e para cima de novo”?

Por outro lado, o implante cerebral da Caltech ainda tem suas limitações, principalmente na hora de executar ações um pouco mais complexas ou pouco usuais. O site Engadget descreve que, para abrir uma garrafa de cerveja com a boca, ele precisou visualizar seus braços fazendo um movimento giratório. Além disso, o próprio processo de adaptação é bem cansativo, exigindo que o indivíduo repita os movimentos algumas boas milhares de vezes para se adaptar e fazer com que o membro mecânico responda corretamente. Como explicado, foram 6,7 mil tentativas até ele conseguir fazer as ações do Jokenpô.

No entanto, vale ressaltar que a Caltech ainda está trabalhando na tecnologia e é bem provável que tenhamos vários avanços em um futuro breve. Seja com este implante ou mesmo com os sensores que enviam impulsos elétricos para próteses, a ciência está seguindo rapidamente para uma realidade cada vez menos limitadora para quem sofre com algum tipo de problema motor.

Via: Caltech, Engadget

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