EUA negam visto para meninas afegãs participarem de competição de robótica

Por Redação | 04 de Julho de 2017 às 12h15

Um grupo de seis meninas afegãs se inscreveu no concurso de tecnologia FIRST Global Challenge, mas infelizmente a história não acabou como o esperado. Primeiro, o equipamento para a construção do robô enviado dos Estados Unidos ficou preso por meses na alfândega do Afeganistão. Com isso, as jovens resolveram improvisar e criar máquinas a partir de suprimentos de suas próprias casas.

Depois de todo o empenho, as adolescentes precisavam de autorização para viajar para os Estados Unidos, onde a competição acontecerá. Foram até a embaixada dos Estados Unidos duas vezes, que fica a 800 quilômetros de sua cidade, para conseguirem os vistos. Quando parecia que tudo daria certo, a embaixada informou as meninas de que o pedido havia sido indeferido.

Roya Mahboob, fundadora da Citadel, empresa de software no Afeganistão, foi a primeira mulher a criar uma empresa de tecnologia no país, e é ela uma das patrocinadoras do time. "Da primeira vez que foram rejeitadas, foi difícil conversar com elas", disse a executiva. "Elas são novas e estavam muito chateadas."

"Queremos fazer diferença, e a maioria dos avanços na ciência, tecnologia e outros setores normalmente começa pelo sonho de uma criança de fazer algo de grande. Queremos ser crianças que seguem os seus sonhos e fazem diferença nas vidas dos outros", escreveram as meninas.

Infelizmente não há informações sobre o motivo para a recusa, mas todos sabem que ultimamente tem se tornado cada vez mais difícil conseguir a documentação. Joe Sestak, um dos responsáveis pelo FIRST Global, revelou estar frustrado: "Essas meninas extraordinariamente corajosas não poderem visitar os Estados Unidos e em lugar disso terem de ver seu robô concorrer via Skype. Equipes do Iraque, Irã e Sudão participarão da competição."

Apesar das dificuldades, a iniciativa das adolescentes mostra ao mundo que, mesmo em um país em que a tecnologia é dominada pelos homens, há esperança de que as mulheres possam vir a ocupar cada vez mais espaço na sociedade.

Via Estadao

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