A maioria das pessoas não confia em inteligências artificiais, revela estudo

Por Redação | 03 de Junho de 2016 às 19h50

Estudos realizados nos EUA pela Time etc — uma empresa norte-americana focada em desenvolver assistentes virtuais corporativas — afirmam que, embora um grande número de pessoas admire a capacidade das inteligências artificiais, a maioria delas as considera inconfiáveis e traiçoeiras. Parte da pesquisa feita pela empresa também revela um fato interessante: 54% dos entrevistados não acredita que a revolução das IAs já está aqui, mesmo interagindo todos os dias com a Siri ou o Google Now em seus smartphones, por exemplo.

Enquanto boa parte desses números aparentam dizer respeito apenas às integrações de serviços e eletrônicos feitos no dia a dia de nossas vidas, 26% dos norte-americanos entrevistados afirmaram que não confiam em uma IA para trabalhar ao seu lado. Muitos dizem que não se importam de ter uma máquina controlando seus horários, avisos, telefonemas ou e-mails, mas 51% afirmaram que nunca confiariam informações ou arquivos pessoais a esses sistemas. Além disso, 23% dos mesmos alegaram ter tido experiências insatisfatórias ao lidar com IAs em algum momento importante.

Google Now

(Foto: Reprodução/Shutterstock)

Para Larnaby Lashbrooke, CEO e fundador da Time etc, "hoje, as soluções tecnológicas atingiram um patamar de praticidade e conveniência em nossas vidas que jamais havia sido visto. Desde aplicativos que provém serviços rápidos, como o Uber, ou de restaurantes com entregas em domicílio, sempre haverão tarefas realizadas por seres humanos, mas com um toque de tecnologia embarcada". É justamente por causa dessa onipresença de sistemas computadorizados, muitas vezes controlados por IAs, que esse tipo de desconfiança por parte das pessoas chega a ser surpreendente: muitas delas parecem não se dar conta de que os serviços dos quais elas desfrutam e gostam são totalmente operados por máquinas.

Uma das origens desse tipo de sentimento pode ser o medo causado por possíveis falhas que essas tecnologias podem apresentar. Entretanto, seres humanos também cometem erros e, mesmo assim, 35% das pessoas consultadas afirmaram não crer que uma máquina possa atingir os mesmos níveis de eficiência operacionais num ambiente corporativo. A raiz do problema parece estar justamente no que diz respeito à confiança, já que 66% dos participantes que responderam às perguntas disseram não confiar de forma alguma em tecnologias que aprendem e evoluem sem a interferência de pessoas.

Parte desse medo pode residir em um pensamento de apocalipse das máquinas, conceito bastante utilizado por obras de ficção científica em livros ou filmes. Neste tipo de ideia, em algum momento as inteligências artificiais seriam tão complexas e desenvolvidas que passariam a questionar sua existência, assim como os seres humanos fazem, e, a partir daí, passariam a competir com as pessoas por uma dominância global.

Se isto vai acontecer realmente, é impossível dizer agora, o fato é que devemos nos precaver para que esta tecnologia cada vez mais presente em nossas vidas não acabe prejudicando a nós mesmos, intencionalmente ou não.

Via: Digital Trends

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