Estes minirrobôs descartáveis podem salvar vidas; confira

Por Redação | 20 de Junho de 2016 às 10h20

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley estão desenvolvendo um conjunto de minirrobôs bastante sofisticados. Sabe aquela história de que tamanho não é documento? O ditado pode ser aplicado perfeitamente aqui.

Estes pequenos conseguem correr, escalar, voar e até mesmo servir nos esforços de busca e resgate. Que diversos pesquisadores têm investido no desenvolvimento de robôs capazes de auxiliar no salvamento de vidas muitos sabem, mas um dos principais desafios é baratear os custos de fabricação desses dispositivos.

Pensando nisso, os cientistas de Berkeley conseguiram construir minirrobôs descartáveis que podem ser usados em situações de risco, já que a locomoção fica prejudicada com protótipos maiores. Para se ter ideia do feito desses cientistas, estas máquinas minúsculas medem até 10 centímetros e pesam cerca de 55 gramas, custando entre US$ 10 e US$ 100 para serem produzidas.

O Jumping-Crawling Robot, por exemplo, funciona de uma forma bastante semelhante às baratas voadoras. Com 10 cm de comprimento, ele é capaz de saltar a dois metros de altura e de expandir suas asas para se dirigir ao seu alvo. Na verdade, este é um excelente modelo para rastreamento, capaz de aderir a diferentes tipos de superfícies.

Outros modelos são capazes de cooperar entre si para atravessar terrenos complexos, utilizar componentes para se autoconsertar em caso de dano durante uma operação e até mesmo recarregar a própria bateria enquanto estiver em uso.

A ideia é que cada um possa ser utilizado em operações específicas de acordo com suas especificações. Durante terremotos, por exemplo, os pequenos protótipos podem adentrar possíveis áreas de risco para encontrar pessoas feridas. Outra funcionalidade em que os pesquisadores estão apostando é na implantação de sensores capazes de detectar vazamentos em refinarias de petróleo.

Claro que ainda há algumas melhorias para um pleno funcionamento, mas a expectativa é de que alguns dos principais desafios, como aumentar a eficácia das manobras em espaços pequenos, sejam superados em breve.

Fonte: TechTimes

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