Especialista diz que sexo com robôs será mais comum do que com pessoas até 2050

Por Redação | 07 de Outubro de 2015 às 10h02
photo_camera Foto: Reprodução

A Internet das Coisas está cada vez mais presente na rotina das pessoas e, se não houver um controle, a tecnologia pode trazer dependência e vício em diversas questões. Para o futurologista Dr. Ian Pearson, os robôs estão prestes a dominar uma área um tanto quanto inusitada: o sexo. Ele acredita que relações sexuais com máquinas serão mais comuns do que o sexo entre pessoas, mas que isso não será algo ruim.

Pearson registrou em um relatório que quanto mais os robôs ocuparem as atividades humanas, mais o amor e sexo serão atos cada vez mais distantes. Ele ainda cita como exemplo o filme "Ela", de Spike Jonze.

O pesquisador prevê ainda que os brinquedos sexuais vão explorar a cada vez mais a realidade virtual. "Teremos aplicativos e 'sex toys' ligados diretamente ao sistema nervoso e até ao compartilhamento de corpos. Você poderá conectar suas sensações sexuais a outras pessoas e estimular orgasmos diretamente pelo toque de um ícone", diz o relatório.

"Você poderá se divertir com um avatar de inteligência artificial que você mesmo criou para satisfazer suas fantasias mais selvagens que ninguém precisará saber", comenta Pearson, que ainda diz que o sexo será mais seguro, frequente e mais divertido, prevendo que até 2035 a maioria dos casais vai usar a realidade virtual para testar diferentes opções sexuais. Inclusive, ele cita que poderá ser possível até mesmo mudar a aparência do parceiro.

O futurologista comenta ainda que o sexo com robô é alvo de críticas por reforçar os estereótipos de beleza, principalmente feminina, além de diminuir as relações interpessoais. "Alguns podem achar essas previsões desconfortáveis ou sem graça, mas a realidade virtual combinada à inteligência artificial pode dar às pessoas o melhor dos dois mundos em termos de segurança, afeto e até amor entre um parceiro real, aliado à opção de satisfazer suas fantasias", rebate Pearson.

O especialista conclui o relatório afirmando que o sexo e o prazer sempre foram essenciais para a raça humana e que não vão deixar de existir. "A realidade virtual e a inteligência artificial podem transformar oportunidades e explorar desejos. Os valores sociais vão se adaptar a essas novas possibilidades e as relações amorosas terão uma nova perspectiva", finaliza.

Fonte: Folha, Daily Mail

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