Elon Musk quer criar robô de “código aberto”

Por Redação | 21 de Junho de 2016 às 11h34

A iniciativa de sistemas operacionais como o Linux e o Android pode, em breve, ser utilizada também no mundo da robótica. Pelo menos essa é a ideia da OpenAI, uma iniciativa criada e financiada por Elon Musk, CEO da Tesla Motors e da SpaceX, e apoiada por diversos outros executivos de renome no mundo da tecnologia. O objetivo? Criar o primeiro robô de “código aberto” do mercado.

A ideia da iniciativa é trabalhar em uma máquina que possa servir para diferentes propósitos, sendo personalizada de acordo com as necessidades de cada um que trabalhe com ela. Isso vale não apenas para o corpo do robô em si, mas também para sua inteligência artificial, baseada em conceitos como machine learning, e capaz de se adaptar a diferentes situações.

Iniciada no ano passado, a OpenAI surgiu de uma noção do próprio Musk, que acredita que, apesar dos grandes avanços em robótica que estão sendo exibidos nos últimos anos, eles ainda acontecem dentro de empresas e em sistemas altamente fechados. A maioria das descobertas em aprendizado de máquinas, por exemplo, acontecem em companhias como Google e Facebook, enquanto robôs cada vez melhores são apresentados por empresas como a Boston Dynamics. A ideia seria trabalhar da mesma maneira que estas e outras expoentes do setor, mas sem o foco na lucratividade ou em aplicações próprias.

Entretanto, a iniciativa não falou exatamente como deve fazer isso, dizendo apenas que seu robô será “doméstico”, indicando que os usuários finais realmente terão vez por aqui. Nesse sentido, a OpenAI deve se aproveitar de vantagens como a queda nos preços de componentes, principalmente aqueles importados da China, bem como dos avanços em termos de processadores e memórias, cada vez menores e mais rápidas. Mais do que isso, entretanto, a ideia é ampliar ainda mais os avanços do segmento, uma vez que a criação de um robô genérico acaba constituindo um belo desafio para os envolvidos.

A produção de uma máquina em si, entretanto, não virá sozinha. A iniciativa revelou também o propósito de desenvolver um software capaz de entender de maneira avançada e profunda a linguagem humana, não apenas em termos de idioma, mas também entonação. E, aqui, mais do que nunca, a existência de “código aberto” é essencial para que a criação possa se expandir, abrangendo diversos idiomas ao redor do mundo e também regionalismos e diferenças territoriais.

Além de Musk, investem na Open AI o cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman; os criadores da incubadora de startups Y Combinator, Sam Altman e Jessica Livingston; além do cofundador do PayPal, Peter Thiel. Ainda não existe data prevista para as primeiras exibições públicas dos trabalhos da OpenAI e menos ainda para um lançamento final de um produto.

Fonte: OpenAI

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