Alphabet apresenta robô voltado para o mercado consumidor

Por Redação | 11.04.2016 às 17:20

Muito em breve, você pode ter o seu próprio robô-ajudante em casa. Pelo menos, essa é a ideia da Alphabet, que por meio de uma de suas companhias, a Schaft, apresentou no Japão um robô compacto, de baixo custo e alta eficiência energética, voltado para uso no cotidiano e para usuários finais.

O design lembra bastante a máquina TARS, do filme “Interestelar”, e seus propósitos são um tanto quanto parecidos – mas não, ele não é capaz de dirigir naves espaciais. Ainda em suas etapas iniciais de desenvolvimento, o robô é capaz de carregar 60 kg de peso, sua principal característica é a possibilidade de se manter de pé até mesmo em superfícies irregulares. Além disso, por meio de sensores, ele reconhece o terreno e pode subir escadas ou ladeiras, sem perder o equilíbrio.

É um contraponto, por exemplo, ao restante da produção de robótica que é feita pela Alphabet. Ao lado da Boston Dynamics, a empresa já apresentou outros robôs voltados para tarefas cotidianas, mas focados em setores como o militar ou de logística. Isso se traduz, claro, em capacidades, muito mais avançadas, mas também em preço, com os custos de uma criatura desse tipo muitas vezes sendo bem altos.

Mas não é o caso da unidade apresentada pela Schaft nesse final de semana, durante a New Economic Summit no Japão. A ideia, aqui, é que a máquina auxilie em atividades do dia-a-dia e seja de grande ajuda, por exemplo, para pessoas com dificuldades de locomoção ou que possuam problemas de saúde. Subir as escadas para levar remédios a um paciente de cama ou superar condições ambientais para buscar ajuda, por exemplo, podem ser utilidades imaginadas para a máquina.

Como ainda se trata de um projeto em desenvolvimento, claro, não dá para saber exatamente, em números, no que o tal “baixo custo” esperado pela Alphabet se traduz. A Schaft é uma empresa que surgiu nos corredores da Universidade de Tóquio e foi adquirida pelo Google em 2013. Desde então, ela deixou de trabalhar junto a governos e setores privados e se dedica de forma exclusiva à pesquisa e desenvolvimento de robótica, fazendo aparições públicas apenas para revelar seus avanços nesse setor.

Fonte: The Guardian