China deverá ter mais de 400 mil robôs operando em indústrias até 2017

Por Redação | 06 de Fevereiro de 2015 às 15h28
photo_camera Foto: Divulgação

A China deverá ter mais robôs operando em suas fábricas até 2017, mais até do que qualquer outro país, segundo anúncio da Federação Internacional de Robótica (IFR) na última quinta-feira (05). Porém, de acordo com informações da Reuters, atualmente a China está para trás. O país tem poucos robôs para cada 10 mil funcionários empregados em indústria de manufaturados, sendo apenas 30, comparando com a Coreia do Sul, que conta com 437, o Japão, que tem 323, a Alemanha, que emprega 282 e os Estados Unidos, com 152.

As estimativas da IFR são que a China dobre o estoque operacional de robôs industriais para 428 mil até 2017. Isso porque a inflação salarial fez com que as montadoras construíssem mais fábricas no país, aumentando a competitividade.

A secretária geral da sede de Frankfurt da IFR, Gudrun Litzenberger, afirma que "as empresas são obrigadas a investir em mais robôs para se tornarem mais produtivas e aumentarem a qualidade". Gudrun também comenta que "na fase atual, é a vez das indústrias automobilísticas, mas nos próximos dois ou três anos, será a indústria de eletrônicos".

As fabricantes japonesas de robôs ainda têm a maior porcentagem do mercado, com aproximadamente 60%, mas os chineses estão crescendo rapidamente, com cerca de um quarto do mercado. Os fornecedores restantes são europeus e norte-americanos.

Quatro fabricantes estrangeiras de robôs já têm as suas instalações na China: ABB, da Suíça, Kuka, da Alemanha, e Yaskawa e Fanuc, do Japão. Segundo o diretor da ABB Robotics, Per Vegard Nerseth, as instalações na China acabaram de começar, mas o crescimento está mais rápido do que esperavam, superando as expectativas.

A indústria automotiva é a maior cliente de robôs na China, representando cerca de 40% da operação, visto que o país também tem o maior mercado de automóveis do mundo. As fabricantes europeias, como a Volkswagen, estão investindo no país e levando os seus fornecedores de robótica, assim como deverão fazer as indústrias de eletrônicos, futuramente.

A Foxconn, de Taiwan, fabricante de iPhones e iPads, já está produzindo os seus próprios robôs, além de usar alguns de outros fornecedores.

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