Tesla bate novos recordes, mas números geram queda de 10% nas ações

Por Felipe Demartini | 25 de Julho de 2019 às 11h55
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Os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre deste ano apresentados pela Tesla vieram acompanhados de comemorações. A montadora celebrou os números quase que inteiramente dentro das expectativas do mercado e a entrega de 95,2 mil veículos entre abril e junho deste ano. Mesmo com os bons ventos, uma perda de dinheiro acima do previsto pelos analistas conseguiu derrubar em quase 10% os papéis da empresa no pregão quarta-feira (24).

Durante o período, a fabricante teve receita 57% maior que no mesmo trimestre do ano passado, saltando de US$ 4 bilhões para US$ 6,3 bilhões, e dentro do esperado pelo mercado, que era de US$ 6,4 bilhões. As perdas também caíram, com a Tesla publicando uma perda de US$ 1,12 por ação, ao contrário dos US$ 3,06 reportados há um ano.

O problema, aqui, era que o mercado esperava um desempenho muito melhor, com perdas máximas de US$ 0,55 por ação. Para analistas, foi esse o grande fator que levou à baixa de 10% nos papéis da companhia após o fim do pregão desta quarta, um movimento baseado no susto dos investidores com números abaixo do esperado, mas que os especialistas esperam ver revertido na medida em que as iniciativas de produtividade e cortes de custos da companhia sigam adiante. A Tesla ainda pode estar um bocado longe da produtividade, mas a noção de que a sangria estaria sendo contida também pode fazer bem.

O total de 95,2 mil veículos entregues no segundo trimestre representa um novo recorde trimestral para a empresa. Entre abril e junho de 2019, 77,5 mil unidades do Model 3 deixaram as fábricas da empresa, enquanto os 17,6 mil restantes foram constituídos por entregas do Model S e Model X. Acima de tudo, a companhia se mostra confiante em atingir a meta de 400 mil carros entregues até o final do ano.

Com US$ 5 bilhões em dinheiro no caixa e equivalentes, a Tesla se prepara agora para iniciar a produção do Model Y em uma nova fábrica, na cidade americana de Fremont, algo que deve acontecer ainda no terceiro trimestre. Além disso, a empresa enalteceu seus esforços de contenção de gastos e corte nos custos, que levaram, por exemplo, o Model Y a ter um preço de custo apenas “minimamente” acima do Model 3.

Isso se deve, entre outros fatores, à combinação de componentes entre os dois veículos, o que trouxe mais agilidade ao processo de fabricação e controle de qualidade. Como os modelos utilizam algumas peças iguais, não é preciso realizar um trabalho especializado em relação a tais unidades, o que levou a Tesla a afirmar que o Model Y deve ser até mesmo mais lucrativo que o Model 3, embarcando na onda mundial dos SUVs e no valor de venda mais alto.

Recebeu menção no relatório, ainda, o vindouro lançamento do Model 3 na China, que deve levar a um aumento de demanda e vendas da montadora. A chegada a um novo país é um momento importante para a Tesla, que já se considera estabelecida nos EUA e, na medida em que os problemas de entrega e perda de dinheiro parecem começar a ficar para trás, ela já pensa em alçar voos bem mais altos.

Fonte: Tesla

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