Telefônica Brasil já acumula lucro de R$ 2,8 bilhões em 2019

Por Felipe Ribeiro | 24 de Julho de 2019 às 14h57
Telefônica (Divulgação)

A Telefônica Brasil anunciou o balanço financeiro e operacional do segundo trimestre de 2019. No período, a empresa dona da Vivo registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão, representando um crescimento de 26,4% em comparação ao igual período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro líquido alcança R$ 2,8 bilhões, com crescimento de 24,3%.

Já o EBITDA recorrente – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi de R$ 3,8 bilhões, com crescimento anual de 1% e margem EBITDA de 34,9%, um aumento de 0,2% em comparação ao segundo trimestre de 2018. Nos seis primeiros meses do ano, este lucro registrou R$ 7,7 bilhões, com crescimento de 1,9% na comparação com igual período anterior e margem de 35,2%.

Fibra comanda investimentos no segmento fixo, mas receitas caem

Durante o semestre, o foco dos investimentos foi dedicado à expansão da rede FTTH (fibra), que chegou a 12 novas cidades no período, totalizando 21 no acumulado do ano, e na ampliação da cobertura e capacidade da rede 4.5G. No trimestre, o investimento ficou em R$ 2,4 bilhões, um aumento de 10,3% em relação ao igual trimestre anterior. No acumulado do ano, as cifras chegam a R$ 4 bilhões – aumento de 10% quando comparado ao primeiro semestre de 2018.

A evolução reflete a estratégia da companhia de aumentar a base e a migração de clientes para velocidades mais altas, expandindo os acessos em fibra. Tal estratégia ainda impacta diretamente o ARPU (receita média por cliente) de banda larga, que cresceu 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No segmento fixo, a companhia apresentou queda de 2,8% na receita líquida no segundo trimestre, impactada pela queda no segmento de voz — devido à maturidade do serviço —, mas parcialmente compensada pela evolução positiva da receita de banda larga, que a cada trimestre ganha maior participação sobre o total.

Liderança mantida no mobile

No serviço móvel, a Vivo segue na liderança isolada, com participação de mercado de 32,2% –  registrada em maio de 2019 – 7,5% acima do segundo colocado. A base de acessos pós-pagos cresceu 8,5% no período e representa 56,6% dos acessos móveis, um incremento de 5,5 pontos percentuais no comparativo anual, mantendo a liderança deste mercado com share de 40%. No 4G a Vivo também segue líder.

A receita neste segmento registrou crescimento de 2,3% no período, influenciada, principalmente, pelo crescimento de quase 5% da receita de dados e serviços digitais – que já representa 82% de toda a receita líquida móvel. A migração de clientes para planos pós-pago com maior valor, e pela maior receita de aparelhos, que cresceu 31,9% no segundo trimestre, impulsionou esses números.

Receita Líquida

A receita líquida manteve-se praticamente estável, resgistrando crescimento de 0,4% em relação a 2018, refletindo o desempenho das receitas de serviço móvel, aparelhos e banda larga. Adicionalmente, o fluxo de caixa livre da atividade de negócio apresentou crescimento de 11% no trimestre, atingindo R$ 2,2 bilhões. Nos seis primeiros meses do ano, o valor chegou a R$ 3,4 bilhões, representando um crescimento de 12,7% quando comparado com o semestre anterior.

 

Fonte: Telefônica

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