Sensores de câmera devem levar Sony a lucro recorde

Por Redação | 01 de Agosto de 2017 às 12h00

Os resultados do terceiro trimestre de 2017 foram os maiores já registrados na história da Sony, com um faturamento total de US$ 1,43 bilhão. Em relatório financeiro divulgado nesta terça-feira (01), a empresa enalteceu a altíssima demanda por sensores de imagens, principalmente aqueles usados nas câmeras do iPhone, como a principal vedete dos resultados que também podem levar a empresa a um recorde anual.

Os números do período entre abril e junho de 2017 representam mais do que o triplo registrado no mesmo trimestre do ano passado, quando a Sony ainda passava pelas etapas finais de seu processo de reestruturação. O foco nas parcerias com fabricantes para venda de componentes e também na marca PlayStation se tornaram os principais motores da companhia, com os resultados sendo exibidos agora.

A divisão de entretenimento eletrônico, entretanto, apresentou um resultado ruim (mas esperado) entre abril e junho, com queda de 59,8% no faturamento. Mais uma vez, o culpado foi o calendário, com poucos lançamentos exclusivos e uma E3 que chamou pouca atenção, não levando a um incremento nas vendas de consoles enquanto títulos somente para o PS4 não chegaram com grande força.

Por outro lado, setores normalmente problemáticos apresentaram desempenho estável por conta dos esforços de redução de custos e foco nos produtos de maior destaque. É o caso dos setores de câmeras semiprofissionais e profissionais, televisores e smartphones, que mantiveram seus números balanceados apesar do que a Sony citou como “condições desfavoráveis no mercado”.

Além disso, fatores externos também auxiliaram no faturamento do segundo trimestre e não estarão presentes nos seguintes. É o caso, por exemplo, de um pagamento de seguro referente aos danos de uma fábrica de sensores de câmera – felizmente, não a divisão para smartphones, e sim, a de DSLRs. O desastre aconteceu em janeiro no distrito de Kumamoto, na região sul do Japão.

Cautela

Para o atual ano fiscal, que chega ao fim em março de 2018, a Sony espera um faturamento total de US$ 5,4 bilhões. Seria o recorde histórico da companhia, que chegou a seu maior valor em março de 1998, com ganhos totais de US$ 4,7 bilhões, no auge do primeiro PlayStation e das vendas do Discman.

O CFO Kenichiro Yoshida, entretanto, pediu calma aos acionistas e ao mercado, mesmo diante dos recordes. Na visão dele, em todas as décadas de operação da companhia, números estrelados como os exibidos agora sempre se seguiram de uma pequena queda no faturamento, devido ao ciclo do próprio mercado e às reduções sazonais na demanda pelos produtos.

É o que a empresa espera ver acontecendo, justamente, com seus dois principais alavancadores atuais. Para o terceiro trimestre, a Sony prevê uma queda de 2,9% na venda de sensores de imagens, com ainda mais redução nos períodos seguintes devido ao lançamento de novos iPhones e uma possível redução na demanda. A concorrência com fabricantes chineses e seus produtos mais baratos também é citada aqui.

Já a continuidade do ritmo lento de lançamentos exclusivos, além das recentes quedas no preço da versão Slim do PlayStation 4, devem levar a uma queda de 10% no faturamento da divisão de games neste ano. A expectativa é que o retorno aconteça a partir do ano que vem, com a chegada de jogos de alto padrão, como o novo God of War.

Fonte: Market Watch, Reuters

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