Samsung se torna a maior fabricante de chips do mundo

Por Redação | 31 de Janeiro de 2018 às 09h45
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A Samsung se tornou, em 2017, a maior fabricante de chips do mundo, ultrapassando a tradicional primeira colocada, a Intel, por uma margem significativa. Os números do ano passado mostram um faturamento de US$ 69,1 bilhões para a gigante sul-coreana, enquanto a rival acumulou US$ 62,8 bilhões no período.

A comparação monetária não se reflete quando se leva em conta os diferentes setores desse mercado. A Intel, como manda a tradição, continua líder quando o assunto são processadores x86, utilizados no mercado de PCs. Entretanto, esse é praticamente o único quesito em que ela continua à frente, com os segmentos ligados ao mercado mobile dominados por outras companhias e, em particular, a Samsung.

O setor de semicondutores da empresa sul-coreana tem o maior market share global nas áreas de memória e armazenamento, além de ocupar mais de um terço do setor de SSDs. Esse último quesito, inclusive, deve apresentar ainda mais crescimento, uma vez que a grande projeção da Samsung em seu relatório financeiro sobre o ano passado é um aumento na demanda por chips desse tipo pelas indústrias de servidores para cloud computing, inteligência artificial e carros autônomos.

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Ajudou, também, o fato de que, na medida em que os chips se tornam menores e mais especializados, eles também aumentam de preço – o custo, segundo a própria Samsung, dobrou em relação ao ano passado. Isso, entretanto, não reduziu a demanda, muito pelo contrário. A empresa diz ainda estar posicionada como um dos melhores valores do mercado, mais um motivo que explica a subida acelerada do setor de semicondutores.

O negócio foi o principal motor dos números da Samsung ao longo de 2017, com grande destaque para memórias DRAM e NAND. Mereceram citação, ainda, os setores de televisores e smartphones, também gigantescos utilizadores de chips da Samsung, o que inclui até mesmo suas próprias unidades de fabricação, que, claro, vão usar toda a infraestrutura presente dentro de casa.

A Intel era considerada a líder do mercado de chips desde 1992, com a ascensão dos computadores domésticos. Hoje, a empresa também tem os semicondutores e chips de memória como uma de suas áreas mais promissoras, além de trabalhar diretamente na fabricação desses componentes para o mercado mobile. Apesar disso, ela ainda tem um longo caminho a seguir nesse quesito em relação a outras companhias que já estão bem estabelecidas no setor.

Como lembrou a reportagem da Bloomberg, todo esse movimento começou, ironicamente, nos anos 1990, quando a Intel abandonou o mercado japonês e começou a licenciar suas tecnologias para outras empresas, o que incluiu a Samsung. Isso levou os sul-coreanos a começarem a trabalhar com componentes e diversificar os negócios, dando origem a outros setores bem-sucedidos e, claro, a uma das maiores potências do mercado de tecnologia.

Agora, a Samsung trabalha para ocupar ainda mais a fatia de mercado dominada pela Intel. Uma parceria com a Qualcomm prevê a fabricação de processadores de alta complexidade e baixo gasto energético voltados para celulares, computadores e servidores, sendo os dois últimos, justamente, os setores em que a rival ainda é dominante.

Fonte: Bloomberg

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