Resultados financeiros da Telecom Italia mostram queda de receita no trimestre

Por Redação | 27 de Julho de 2016 às 06h13

A Telecom Italia, empresa que controla a TIM no Brasil, reduziu investimentos em todas as suas operações, sendo que a operação brasileira perdeu um pouco de sua importância dentro dos resultados do grupo. Enquanto a TIM da Itália representa quase 80% do faturamento do grupo, os negócios do Brasil ficam na casa dos 20%. No segundo trimestre de 2016, a Telecom Italia registrou queda nas receitas, mas aumento de seu EBITDA.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (26), mostrando que a companhia teve queda de 7,7% nas receitas em relação ao mesmo período de 2015, somando 4,65 bilhões de euros. Já o EBITDA orgânico, que exclui movimentos atípicos como a venda de ativos, por exemplo, teve um crescimento de 4%, para 2,03 bilhões de euros.

Em comunicado, a Telecom Italia indicou que a diretoria da TIM Brasil reconheceu “preenchimentos incorretos de contas” realizados nos anos anteriores em conexão com o reconhecimento de receitas de serviço no tráfego pré-pago. De acordo com a companhia, isso aconteceu por conta do uso de um método antigo para reconhecer as receitas de tráfego pré-pago, resultando no reconhecimento precoce de receitas e, consequentemente, “uma subestimação dos passivos da receita deferida para o tráfego pré-pago ainda não consumido.”

Contudo, uma análise indicou que não houve impacto material sobre os resultados consolidados das operações de 2013, 2014 e 2015, mas o efeito acumulativo traria um impacto nos resultados consolidados do ano inteiro. Sendo assim, a Telecom Italia decidiu revisar os números financeiros relativos a 31 de dezembro de 2015 e ao primeiro semestre de 2016. Então, as receitas acabaram aumentando em 4 milhões de euros no primeiro semestre de 2015, resultando no total de 10,101 bilhões de euros. O lucro operacional cresceu em 6 milhões, totalizando 1,788 bilhão de euros, enquanto o lucro líquido cresceu o mesmo valor, ficando nos 115 milhões de euros. O EBITDA também teve um aumento de 6 milhões, ficando em 3,639 bilhões de euros no período.

Já os resultados do primeiro semestre de 2016 apresentaram uma receita total de 9,1 bilhões de euro - número 9,9% menor do que o mesmo período de 2015. Mas o EBITDA cresceu 2,3%, ficando em 3,7 bilhões de euros no semestre, enquanto o lucro atribuível aos acionistas mais que dobrou: foi de 445 milhões de euros em junho de 2015, para 1,1 bilhão de euros em junho de 2016.

Fontes: Telesíntese; Teletime

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