Nvidia registra faturamento recorde no final de 2017

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2018 às 11h25
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“Um trimestre de recordes, para fechar um ano de recordes”. Foi assim que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresentou os resultados do quarto trimestre de 2017, e também de todo o ano passado, em uma conferência com investidores realizada nesta quinta-feira (09). A empresa apresentou um dos maiores lucros da sua história, com incrementos significativos também em sua receita total.

Em 2017, as receitas da fabricante foram de US$ 9,71 bilhões, um aumento de 41% em relação ao que foi registrado ao longo de 2016. Nos lucros, aumento também de dois dígitos, com os US$ 3,04 bilhões em ganhos representando um aumento de 83% em relação a 2016.

Quando se olha apenas o último trimestre de 2017, os números também são de encher os olhos de executivos e acionistas. Entre outubro e dezembro do ano passado, houve um aumento de 52% nos ganhos por ação, que foram de US$ 1,72. As receitas do período foram de US$ 2,91 bilhões, com aumento de 34% em relação ao ano anterior, e lucros de US$ 1,12 bilhão, um incremento de 71%.

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Ao contrário do que poderia se esperar, as criptomoedas contribuíram pouco para esse resultado. Na mesma época em que as bitcoins explodiram em valorização, levando consigo praticamente todas as outras modalidades desse mercado, os números da categoria de mineração da Nvidia foram os únicos a não apresentarem crescimento, permanecendo estáveis em relação ao que foi registrado em 2016.

Por outro lado, a grande menina dos olhos da fabricante parece ser a inteligência artificial. De acordo com Huang, um dos grandes motores dos resultados apresentados agora foram os sistemas de deep learning e redes neurais, que exigem alto poder de processamento para lidar com uma gigantesca quantidade de dados de uma só vez.

Testes com esse tipo de tecnologia se unem a iniciativas já em andamento, enquanto o trabalho próximo com parceiros garante que componentes da Nvidia sejam usados em testes do que está por vir, garantindo uma continuidade das receitas. O grande destaque nesse setor são as GPUs Tesla V100, que já estão sendo usadas em sistemas de alta performance e representam o melhor que a companhia tem para oferecer de forma dedicada a tarefas de deep learning.

De forma a seguir com esse foco, um dos pilares da estratégia da Nvidia para este ano deve ser o foco em supercomputadores e data centers. A ideia, de acordo com o CEO, é cortar cada vez mais o tempo de treinamento necessário para sistemas do tipo, ao mesmo tempo em que o processamento em si também se torna mais rápido.

A expectativa para o primeiro trimestre de 2018, entretanto, é um pouco modesta devido ao comportamento do mercado, que costuma desacelerar no começo do ano. A expectativa é de lucros na casa dos US$ 2,9 bilhões, com ganhos de US$ 0,02 por ação.

Fonte: Nvidia

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