Netflix tem aumento nos lucros e quer mudar a indústria do cinema

Por Redação | 18 de Julho de 2017 às 10h17

A Netflix anunciou, mais uma vez, números hiperbólicos relacionados a seu faturamento. Em sua comunicação de resultados financeiros para o segundo trimestre de 2017, a companhia revelou um faturamento total de US$ 2,7 bilhões entre abril e junho deste ano, com um aumento de 50% nos ganhos, que foram para a casa dos US$ 66 milhões.

Tudo isso, claro, depois de revelar mais um recorde. Em meados de abril, a companhia anunciou ter atingido um total de 100 milhões de assinantes em todo o mundo, um número que continua crescendo. No segundo trimestre de 2017, foram 5,2 milhões de novos membros para a plataforma, sendo 4,1 milhões somente fora dos Estados Unidos, onde a empresa concentra a maior parte de seus investimentos e, também, regiões em que ela ainda não está tão consolidada.

A grande notícia do relatório, entretanto, não foram exatamente os números – eles já eram esperados. O total de novos assinantes, por exemplo, ultrapassou as expectativas do mercado, que eram de 3,2 milhões, assim como o faturamento total e o lucro, mostrando que a saúde da Netflix é bem maior do que até mesmo os analistas de mercado esperam. Ótimas notícias para os investidores, então.

O que surpreendeu mesmo foi a declaração de que, agora, o grande foco da plataforma de filmes, séries e vídeos será o mercado de cinema. No relatório financeiro, a empresa afirma, sem modéstia, ter sido a responsável por uma revolução na indústria da TV, mudando a maneira com a qual seriados são produzidos e entregues aos espectadores. Agora, ela deseja fazer o mesmo pelos filmes, mudando práticas em vigor há mais de um século.

Reinvenção é a palavra de ordem em uma abordagem que, afirma a Netflix, reinventará o cinema com a força da internet. E essa mudança já começou, com grandes nomes como Okja liderando uma safra de 40 filmes a serem lançados ao longo de 2017, entre produções independentes e grandes blockbusters.

Ao falar, entretanto, a Netflix toma o cuidado de fazer uma distinção entre o negócio de cinema – ou seja, os filmes em si – e o mercado de salas. Ela não fala nesse segundo quesito, mas são justamente as grandes redes as maiores afetadas pela dinâmica de lançamento do serviço de streaming, na maioria das vezes, se recusando a exibir longas que estreariam simultaneamente nas telonas e também na internet.

Quanto às salas e complexos, a Netflix não tem muito a dizer, porém mostrou a intenção de continuar com o grande fluxo de produções originais. O movimento fortíssimo do segundo trimestre, afirma, deve continuar – foram 14 novas temporadas de séries, 13 estreias, seis documentários, nove filmes e sete shows exclusivos para crianças, todos com a marca da companhia, que atua como produtora original ou ao lado de outras empresas nesse trabalho.

Além disso, devem continuar os investimentos na expansão internacional e a criação de novos formatos e conteúdo – além do movimento de cancelamentos, como essa postura agressiva também pede. Os esforços de licenciamento também seguem adiante, oferecendo aos assinantes não apenas propostas originais, mas também opções de estúdios reconhecidos do grande público.

As notícias agradaram ao mercado. Os resultados financeiros foram anunciados no final desta segunda-feira (17), após o fechamento das negociações, mas já há aumento de quase 10% nas ações em negociações preliminares desta terça (18). A expectativa é que as ações da Netflix atinjam seu recorde de valorização bem em breve.

Fonte: The Verge

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