Lenovo surpreende acionistas com resultados fiscais bem acima dos esperados

Por Rafael Rodrigues da Silva | 21 de Fevereiro de 2019 às 21h50
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A Lenovo, uma das maiores fabricantes de computadores pessoais do mundo, divulgou nesta quinta-feira (21) os resultados financeiros do período entre outubro e dezembro do ano passado — e os números surpreenderam, pois ficaram acima das expectativas de analistas.

Por ser uma empresa que possui sede tanto nos Estados Unidos quanto na China, os analistas acreditavam que a Lenovo iria sofrer os efeitos da Guerra Fiscal entre os dois países, mas os números mostram que ela conseguiu passar incólume pelo conflito.

A empresa fechou o período com um lucro líquido de U$ 233 milhões, bem acima dos U$ 207 milhões estimados pelos analistas. Já as receitas fecharam o período em um valor de U$ 14,04 bilhões, o que significou um crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, U$ 10,7 bilhões vieram de seu setor de computadores e dispositivos inteligentes, um crescimento recorde de 12% em relação ao mesmo período de 2017 e que mostra a força da companhia nesse mercado. A companhia ainda relatou um crescimento de sua participação no mercado global de PCs, que subiu para 24,6% e mostrou expansão em segmentos de nicho, como workstations e computadores gamers.

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Essa surpresa positiva com os resultados fizeram com que as ações da Lenovo abrissem o dia com alta de 11,4%, o que adicionou cerca de U$1 bilhão ao valor de mercado da empresa.

Além dos bons resultados apresentados, a Lenovo também se mostrou otimista em relação ao seu crescimento no mercado chinês. Em entrevista à Reuters, o presidente executivo da companhia, Yang Yuanqing, afirmou que o volume de vendas de computadores na China ainda está muito abaixo do esperado pela quantidade de potenciais clientes que existem no país, e ainda não condiz com os números de outros segmentos voltados para o mesmo perfil, como o de smartphones e o de automóveis. Hoje, as vendas nos Estados Unidos representam 31% da receita da Lenovo e as da China apenas 26%, e o crescimento esperado pela empresa pode fazer com que esse número se inverta nos próximos anos.

Fonte: Reuters

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