Lenovo exibe resultados negativos em setor de smartphones

Por Felipe Demartini | 28 de Maio de 2018 às 10h24
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A Lenovo apresentou resultados abaixo do esperado para o período entre janeiro e março de 2018, que representa o fim do ano fiscal 2017 para a companhia. No trimestre, as perdas foram de US$ 142 milhões, menos que os mais de US$ 220 milhões perdidos no mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a performance não foi vista pelos executivos como um sinal de melhora.

Isso se deve ao fato de que a redução nas perdas foi fruto de políticas internas de controle de custos e redução nos gastos, e não necessariamente de um desempenho melhor nas prateleiras. Muito pelo contrário, o faturamento nos três primeiros meses deste ano foi de US$ 1,34 bilhão, cerca de US$ 430 milhões a menos que o registrado no mesmo período de 2017.

Entretanto, nem tudo foi negatividade para a companhia, que se mostrou otimista quanto ao futuro de seu setor mobile, principalmente no que toca a performance de smartphones na América Latina. Com a marca Motorola, a companhia viu seu faturamento crescer 13%, enquanto o volume de dispositivos disparou 40%. A pegada por aqui é semelhante a dos outros países emergentes, com foco nos celulares mais baratos, mas que oferecem telas grandes, hardware substancial e uma experiência “pura” do Android.

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O mesmo vale para os Estados Unidos, com a marca apresentando crescimento no país. A disponibilidade de aparelhos nas lojas americanas cresceu 54%, o que significa um maior interesse do público pelos dispositivos, enquanto a fatia de mercado ocupada pela Motorola subiu de 2,7% para 3,8%.

É justamente por isso que no centro dos planos da Lenovo para este ano está justamente a Motorola. A empresa deseja reduzir as listas de aparelhos da marca, uma iniciativa que já havia anunciado anteriormente, e apostar ainda mais em famílias de smartphones que já são queridas pelo público, como é o caso das séries Moto E e Moto G, além da Moto Z, que já atinge um segmento de padrão mais alto.

A ideia faz parte do programa de corte de custos da companhia, que deve se manter em operação não apenas na América Latina e nos EUA, mas também na Europa, outro mercado em que a Lenovo enxerga um grande potencial para crescimento. A companhia, entretanto, não disse exatamente como essas reduções irão acontecer, principalmente quando se leva em conta a quantidade de variantes e versões diferentes dentro de suas linhas de produtos.

Novos ventos em outros segmentos

No total de todos os seus setores, a Lenovo viu seu faturamento crescer 11% entre janeiro e março deste ano, com US$ 10,6 bilhões em lucros. Foi o primeiro aumento a chegar na casa dos dois dígitos em mais de dois anos, já que a última performance igualmente sólida foi registrada em 2016. Com isso, também houve aumento nos valores das ações, com ganhos de US$ 0,28 por cota.

Um dos grandes destaques do período foi o segmento de data centers, que apresentou crescimento de 44% no trimestre, chegando a um faturamento de US$ 1,2 bilhão. Outro setor que foi visto com ótimos olhos é o de PCs e aparelhos inteligentes, com crescimento de 16% entre janeiro e março deste ano, o maior dos últimos quatro anos.

Contrariando expectativas, a Lenovo ainda vê os computadores como os grandes motores deste setor, principalmente devido ao foco em segmentos como os de PCs corporativos e gamers, com o último gerando vendas 42% maiores que as do ano anterior. São nichos que geram grandes faturamentos e continuam sendo vistos pela companhia com atenção em prol de mais ganhos e crescimento.

No ano fiscal 2017, o faturamento total foi de US$ 45,3 bilhões, um crescimento de 5% em relação ao ano passado. Houve prejuízo, porém, de US$ 189 milhões, não por causa de baixas nas vendas ou mau desempenho de produtos, mas sim devido a uma multa de US$ 400 milhões relacionada a impostos, paga no terceiro trimestre do ano fiscal.

Fonte: Lenovo

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