Lenovo bate recorde de lucro e se torna "dona" de 25% do mercado de PCs

Por Felipe Demartini | 15 de Agosto de 2019 às 11h58
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Iniciativas de reposicionamento e uma boa performance de produtos, principalmente no mercado de PCs, levaram a Lenovo a seu oitavo trimestre consecutivo de crescimento. Mais do que isso, a companhia apresentou, nos números referentes ao segundo trimestre de 2019, um lucro quase 90% maior que o do trimestre anterior, bem como o controle de 24,9% do mercado mundial de computadores.

Entre abril e maio de 2019, houve aumento de 5% no faturamento geral da companhia, que chegou a US$ 12,5 bilhões. Enquanto isso, os lucros aumentram 90%, saltando para US$ 180 milhões. Apesar de um aumento de 18% também nos gastos, para US$ 1,7 bilhão, a Lenovo viu o salto como extremamente positivo e resultado, principalmente, de iniciativas de reestruturação que ainda estão em andamento.

É o que a empresa chama de “Transformação Inteligente”, um programa voltado para reposicionar a empresa, melhorar os números ainda mais e colocar o foco sobre o que realmente funciona dentro de sua estrutura corporativa. E, por incrível que pareça, no relatório fiscal relativo ao trimestre, que é o primeiro do atual ano fiscal da Lenovo, foram os computadores.

Ao fazerem isso, a empresa diz ter atingido seu maior crescimento neste segmento nos últimos cinco anos. Além de atingirem um quarto do mercado global, a companhia teve números recordes em equipamentos voltados para segmentos mais premium, como os ultraportáteis ou voltados para gamers, bem como nos setores corporativos, com grande ênfase nas workstations, e também Chromebooks que abrangem, principalmente, setores educacionais.

Com isso, o setor de Dispositivos Inteligentes, que cobre computadores, celulares e outros equipamentos mobile, teve aumento de 8% e chegou a um faturamento de US$ 11 bilhões. Quando se fala apenas do segmento PCSD (com PCs e aparelhos inteligentes), o crescimento é de 12% e obtenção de US$ 9,6 bilhões no segundo trimestre de 2019.

Setores premium e corporativo foram citados como destaques pela Lenovo e responsáveis pelo crescimento de market share (Divulgação/Lenovo)

Enquanto isso, o segmento mobile apresentou queda de 9% no período, mas esse também já era um reflexo esperado da iniciativa de transformação pela qual a empresa passa no momento. O principal ponto, aqui, é a dificuldade de penetração na Europa, com novas iniciativas de marketing sendo aplicadas para que a fabricante atinja, por lá, resultados semelhantes aos que são vistos em outros mercados ao redor do mundo.

Por fim, o segmento de softwares e tecnologias para infraestrutura levou a um aumento na receita de serviços que representou 5% do faturamento total da companhia. Tudo isso, como bem lembrou a Lenovo, em um trimestre que normalmente apresenta morosidade nos resultados, enquanto tanto usuários quanto setores corporativos aguardam os novos lançamentos para retomarem os investimentos gerais, algo que normalmente acontece no segundo semestre.

Esse, inclusive, foi o motivo citado pela Lenovo ao apresentar os números de seu setor de data centers, com queda de 17% em relação ao ano passado e um faturamento de US$ 1,3 bilhões. Não há motivos para preocupação, afirma a companhia, pois esse era um movimento esperado para o setor que representa 11% da base de faturamento da empresa e que já cresceu 80% ao longo do último ano.

Para o restante de 2019, o plano é manter o movimento acelerado do setor de PC e dispositivos inteligentes, principalmente com uma estratégia mais agressiva voltada para dispositivos da Internet das Coisas. Além disso, a Lenovo disse ter seis novos dispositivos mobile para anunciar no segundo semestre, bem como iniciativas e parcerias industriais que devem continuar a elevar os números da empresa.

O grande foco, nesse sentido, serão os data centers, com a fabricante asiática tendo a ambição de se tornar líder também em setores industriais e de infraestrutura. Além disso, as iniciativas de reorganização continuam e, no terceiro trimestre deste ano, estão focadas nos segmentos de produção e design internos, como forma de economizar e gerar um desenvolvimento mais acelerado de produtos e soluções.

Fonte: ZDNet

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