Huawei registra mais de 20% de aumento nas vendas de smartphones

Por Rafael Arbulu | 30 de Julho de 2019 às 15h00
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Ainda que, no passado, a Huawei tenha declarado que a sanção sofrida pelo presidente norte-americano Donald Trump poderia lhe custar cerca de US$ 100 bilhões em negócios, a empresa chinesa, segunda maior fabricante de smartphones do mundo, relatou um crescimento acima de 20% nas vendas globais de seus aparelhos. Avaliando pelas receitas de meio-ano, a empresa já ultrapassa a marca de US$ 32 bilhões, aproximadamente.

Do começo de 2019 até o início de julho, a Huawei já comercializou aproximadamente 118 milhões de unidades de seus aparelhos, somando nessa métrica os de fabricação própria e aqueles desenvolvidos por subsidiárias, como a Honor.

Huawei relatou alta nas vendas de smartphones e produtos de outras áreas da empresa: na foto, o Honor 9X e 9X Pro, fabricados pela Honor, uma subsidiária da empresa chinesa

No que toca à divisão de infraestrutura, outro lucro: US$ 21 bilhões em receita aproximada de meio-ano. Departamentos responsáveis pela criação de tablets, computadores pessoais e dispositivos vestíveis (smartwatches, pulseiras inteligentes e similares), também cresceram, embora a companhia não tenha divulgado maiores detalhes. Vale citar: a divisão de infraestrutura da Huawei é fornecedora ou compradora de diversos equipamentos de telefonia fixa e móvel, e foi a principal acusada pelos EUA de ser intencionalmente insegura, colocando a Huawei como próxima demais do governo chinês e vetor de espionagem internacional. Essas acusações foram usadas de base para a ordem executiva de maio.

As notícias vieram em boa hora para a empresa, haja vista que a ordem executiva que mencionamos, assinada pelo presidente Donald Trump, efetivamente proibiu qualquer companhia americana de fazer negócios com a gigante chinesa, além de colocá-la na lista de entidades não confiáveis do Departamento de Comércio da superpotência do Ocidente.

Os problemas foram tão extensos que empresas como Google, Intel e Qualcomm obedeceram a ordem presidencial, fazendo com que a Huawei corresse o risco de perder as manutenções de segurança do sistema operacional Android. A ARM, fabricante de componentes de processadores de celulares que atua intensamente com o chipset Kirin, da Huawei, também chegou a cortar relações; e a Microsoft chegou a remover laptops da Huawei de suas lojas online.

Fonte: Huawei

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