Facebook supera estimativas em seu último balanço trimestral

Por Fidel Forato | 30 de Outubro de 2019 às 21h00
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Depois de anunciar pagamento de multa bilionária por conta do escândalo da Cambridge Analytica, o Facebook divulga receita trimestral acima do esperado nesta quarta-feira (30). O aumento do lucro atenuou os temores dos investidores quanto a repercussões financeiras devido ao escrutínio feroz de reguladores e legisladores em cima maior empresa de mídia social do mundo. Com a novidade, as ações subiram quase 3%, após o expediente.

A receita do terceiro trimestre aumentou 28% em comparação ao ano anterior, chegando em 17,38 bilhões de dólares, superando a estimativa média dos analistas de 17,37 bilhões de dólares, segundo dados do Refinitiv do IBES. O Facebook também reportou lucro de US$ 6,09 bilhões, o que equivale a US$ 2,12 por ação. Já os analistas esperavam lucro de US$ 5,47 bilhões e US$ 1,91 por ação.

Diante dos númeors, a analista do eMarketer, Debra Ahodisse, diz que "não ficou surpresa" com os sólidos resultados do Facebook. "Os anunciantes continuam a apoiar, apesar das muitas controvérsias que circulam pela empresa, e a base de usuários também continua a se expandir em todo o mundo", afirma por e-mail.

O Facebook é também o segundo maior vendedor de anúncios online do mundo, e vive cerca de 18 meses de crescimento em vendas e aumento de gastos no terceiro trimestre. Além disso, a empresa registrou nos últimos três meses 2,8 bilhões de usuários mensais e 2,2 bilhões de usuários diários no Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp, ambos um pouco superiores ao trimestre anterior.

Zuckerberg enfrente série de desafios

Tempestade na rede social

No entanto, as despesas totais do Facebook no terceiro trimestre foram de US$ 10,5 bilhões, com um aumento de 32% em comparação com o ano anterior. E estão relacionadas as inúmeras brigas que a empresa tem comprando.

Nos últimos três anos, o Facebook enfrenta desconfiança crescente do público e de legisladores sobre o tratamento de dados do usuário e sua incapacidade de garantir a proteção dos dados de seus usuários. Também enfrenta desafios regulatórios à medida em que as autoridades norte-americanas investigam possíveis práticas anticompetitivas.

A dissolução ou regulamentação mais rígida do Facebook e de outras grandes empresas de tecnologia sobre questões antitruste surge como uma questão fundamental para os candidatos democratas no período que antecede a eleição presidencial, de novembro de 2020, nos EUA. Inclusive na sua prática de publicidade para conteúdos políticos, sem checagem, já combatida pelo Twitter, que adotou postura oposta.

Na semana passada, Mark Zuckerberg foi interrogado pelos legisladores dos EUA sobre a criação de sua criptomoeda, a Libra, que vem colecionando fracassos nas últimas semanas. Importantes companhias já deixaram o projeto por conta da pressão de congressistas americanos, incluindo nomes como Visa, MasterCard e eBay.

Próximos desafios

Os negócios do Facebook continuaram a crescer em ritmo acelerado na primeira metade do ano, mas será possível manter esses padrões? Diversificando seus negócios, a empresa está investindo em serviços de mensagens com foco na privacidade, ferramenta para namoro online e novos formatos de vendas.

Mesmo nessa boa fase, as ações do Facebook não se recuperaram de seu recorde de alta de US$ 194,32, registrado em junho de 2018. As ações do Facebook aumentaram cerca de 43,6% este ano até o fechamento de quarta-feira (30) graças à receita acima das expectativas na primeira metade do ano.

Fonte: Venture Beat

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