Xiaomi teve lucro de US$ 56 milhões em 2013

Por Redação | 15 de Dezembro de 2014 às 18h25

A chinesa Xiaomi registrou em 2013 um lucro de 347,48 milhões de iuanes chinês, o que equivale a US$ 56 milhões. Por ser de capital fechado, a Xiaomi não é obrigada a revelar seus lucros anuais e os documentos informando os valores vieram à tona com uma transação de 1,27 bilhão de iuanes pela compra de 1,3% da Midea Group realizada pela Xiaomi. As informações são da Reuters e do Apple Insider.

A receita de 2013 foi de 26,58 bilhões de iuanes, equivalente a US$ 4,3 bilhões, representando um lucro operacional de 1,8%. A empresa é avaliada atualmente em mais de US$ 10 bilhões e possui um potencial crescente. Segundo o Wall Street Journal, os dados revelados de 2013 são um décimo dos rendimentos e lucros da empresa relatados no mês passado, com base em um documento confidencial a que o jornal teve acesso, onde a Xiaomi busca um empréstimo para dar base à sua estratégia de expansão e aquisições.

Segundo o jornal, os dados mostram que “o lucro líquido da Xiaomi quase dobrou desde o ano passado, tornando-se um negócio lucrativo em uma indústria onde a maioria dos players que vendem aparelhos baratos lutam para não quebrar”. Uma das explicações do WSJ para que a empresa consiga aumentar seu lucro mesmo com a venda de aparelhos mais baratos são as táticas de marketing, que são “baratas e eficientes”.

Os documentos ainda revelaram que o presidente e executivo-chefe da Xiaomi, Lei Jun, reivindica 77,8% de propriedade da empresa, enquanto os acionistas não identificados compartilham o restante das ações. As informações que vieram a público permitem compreender um pouco melhor os negócios da Xiaomi, que, em quatro anos, se tornou a maior vendedora de smartphones da China e a terceira maior do mundo, com 5,6% do mercado global no terceiro trimestre.

Uma porta-voz da Xiaomi confirmou a exatidão do documento, mas ressaltou que os dados não contemplam a totalidade dos negócios da empresa.

Mesmo com os resultados em crescimento, a Xiaomi ainda tem receitas anuais e lucros bem menores que Samsung e Apple. Mas este fator não deixa de gerar especulações sobre a sustentabilidade de um modelo como o da chinesa, onde a margem de lucro é tão baixa. A margem de lucro da Samsung apresentada em 2013, por exemplo, foi de 18,7%, enquanto a Apple fechou o ano fiscal de 2013 com uma margem de 28,7% na divisão móvel da empresa. Na Grande China, a margem de lucro da Apple chegou a 33%, relatou a empresa, e um lucro operacional de US$ 8,5 bilhões.

A Xiaomi se autodefine como uma “companhia de Internet”, que não realiza o estilo de marketing tradicional e opta por vender hardware a um preço acessível, dando margem para seus negócios realmente lucrativos, softwares e serviços. O modelo, no entanto, é questionado quanto à capacidade de gerar lucro sustentável em longo prazo.

Para analistas, a Xiaomi pode representar um risco para Apple e Samsung com sua estratégia de expansão global, no entanto, a empresa tem enfrentado dificuldades. Na Índia, um mercado essencial para o modelo de expansão pretendido pela Xiaomi, a empresa teve que congelar a venda de aparelhos na última semana devido à violação de patentes essenciais da Ericsson. O problema maior é que a empresa pode encontrar essa mesma dificuldade ao tentar adentrar em diversos mercados onde a propriedade intelectual é mais fortemente garantida.

Fonte: http://www.reuters.com/article/2014/12/15/us-xiaomi-financials-idUSKBN0JT07Y20141215http://appleinsider.com/articles/14/12/15/xiaomi-reported-earnings-of-only-56-million-in-2013-one-tenth-what-wsj-reported-and-1150-apples-chinese-earnings

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