Zuckerberg quer cooperação entre empresas e governo para impedir manipulação

Por Felipe Demartini | 13 de Setembro de 2018 às 17h49
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O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, voltou a falar sobre manipulação política e citou as eleições de outubro, no Brasil, e novembro, nos Estados Unidos, para pedir mais cooperação entre empresas do setor de tecnologia e governos no combate às campanhas de agentes externos. De acordo com ele, esse aspecto é fundamental para a localização de responsáveis e desmantelamento de esquemas voltados para privilegiar candidatos ou controlar o debate.

Em texto publicado na rede social, em complemento a um longo artigo veiculado nesta semana pelo jornal americano The Washington Post, Zuckerberg repete falas antigas e frases de efeito proferidas em encontros com políticos ou declarações públicas. Apesar disso, afirma que, hoje, o Facebook está melhor preparado do que em 2016 para lidar com as campanhas de manipulação, mas que ainda está bem longe de jogar esse problema para escanteio.

Na publicação, ele afirma que parcerias entre os setores públicos e privados são essenciais para esse combate e pede o auxílio até mesmo de agências de inteligência e forças policiais, normalmente avessas a fazer isso. A ideia principal é encontrar o “caminho do dinheiro”, dos cofres públicos de “adversários estrangeiros” até os realizadores de campanhas de manipulação e publicidade direcionada nas redes sociais.

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Não apenas isso. Zuckerberg também considera essa cooperação essencial para evitar ataques cibernéticos, principalmente contra urnas eletrônicas e sistemas de apuração e divulgação de resultados. Para o CEO do Facebook, essa possibilidade é ainda mais crítica que a manipulação de opinião pública prévia ao pleito, mas que também depende da sinergia entre agências governamentais e empresas privadas.

No texto, o criador da rede social afirma que sua equipe está trabalhando diretamente na remoção de contas falsas, com centenas delas já tendo sido retiradas do ar, junto com páginas e grupos de disseminação de informações falsas. O foco está em países cuja população irá às urnas em breve — além do Brasil e Estados Unidos, isso também inclui o México, França e Alemanha.

Além disso, outro foco igualmente importante está relacionado às campanhas recentes de países como Irã e Rússia, que não são voltadas necessariamente para eleições, mas sim, para uma manipulação da opinião pública sobre suas políticas. Novamente, são centenas de perfis retirados do ar e a noção de que muito ainda precisa ser feito para desmantelar tais esquemas.

Fonte: Mark Zuckerberg (Facebook)

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