Zuckerberg aponta como vê o Facebook no futuro

Por Ruam Oliveira | 25 de Julho de 2016 às 18h35
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O Facebook deixou de ser apenas uma rede social para conseguir curtidas e compartilhar fotos, vídeos e textões. Atualmente a companhia figura entre as dez empresas de maior valor de mercado no mundo de acordo com o índice da Standard & Poor's 500 e superou a Amazon, tendo seu valor de mercado estimado em mais de US$300 bilhões. Além de ser a empresa detentora da maior rede social do mundo, ela também possui outros "produtos" como WhatsApp e Instagram. E seu CEO, Mark Zuckerberg, tem planos ainda mais ambiciosos, dentre eles o de maior relevância é conseguir ampliar o acesso à internet no mundo.

Em entrevista ao site The Verge, Zuckerberg falou sobre como vê o futuro da empresa, sobre comunicação, internet, inteligência artificial, realidade virtual, entre outras coisas. Ele citou que, após dez anos de existência da empresa, agora eles sabem qual o real motivo da empresa existir: fazer com que as pessoas que não tem conexão com a internet passem a ter. Para que este objetivo seja possível, é preciso avaliar três pontos importantes: acessibilidade, disponibilidade e conscientização, sendo o maior dos obstáculos, a disponibilidade.

Facebook Aquila Lauching

"Mesmo que tivessem um telefone, essas pessoas não teriam um sinal [de internet], já que não há nenhuma fibra ou nenhuma rede de banda larga móvel onde eles vivem", explicou. Segundo ele, cerca de 1,6 bilhão de pessoas convivem com essa realidade.

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Com isto em mente que diferentes ideias de levar conexão aos lugares mais afastados surgiram. Exemplos delas são a Internet.org e o Drone Gigante. A última destas tentativas foi um avião, lançado essa semana, intitulado de Aquila. Ele é movido a energia solar e tem como uma de suas funções enviar sinal de internet enquanto sobrevoa determinada região. "Sabe, se você me dissesse, quando eu ainda estava começando o Facebook, que um dia eu iria construir aviões, eu diria que você era louco (...) Porém, os aviões são muito importantes para cumprirmos a missão de conectar o mundo", disse o CEO que estava presente neste primeiro voo.

Em relação à acessibilidade, Mark Zuckerberg sugere que para vencê-la é necessário que ou tornem os dados mais baratos ou que sejam utilizados menos dados. Uma das ideias do Facebook para minimizar esta questão é fornecer desenhos e tecnologia sem cobrar direitos de uso.

Quando Zuckerberg aponta a conscientização como um dos problemas na implantação da internet, ele fala sobre fazer com que as pessoas que nunca viveram uma experiência e acham que conexão é algo dispensável criem consciência de que é possível que esse quadro mude. O Facebook possui o "Free Basics" que permite acesso gratuito aos principais serviços na intenção de que, ao experimentarem, as pessoas estejam mais dispostas a pagarem pelo acesso.

Facebook Internet.org

Na ocasião, o dono do Facebook apontou como o conteúdo em rede pode mudar com o tempo. Ele aponta que a postagem de vídeos e fotos não é o fim da linha e que serviços como Facebook, Whatsapp e Messenger podem ter interface especial para dispositivos de realidade virtual. "Você terá óculos ou até lentes de contato. Você poderá olhar ao redor, ver coisas diferentes e interagir com elas usando as suas mãos", disse Zuckerberg.

E não só realidade virtual, mas também realidade aumentada parece estar nas projeções dele. Ele afirmou que a realidade virtual é mais fácil de ser construída e levada para as pessoas "por isso começamos por ela, do ponto de vista de produto. Mas também estamos pesquisando a realidade aumentada de forma muito séria", disse.

Inteligência artificial

Outro tópico abordado pelo empresário foi sobre a inteligência artificial. Quanto a IA, Mark Zuckerberg aponta que ela pode ser dividida em dois campos, um sobre reconhecimento de padrões e outra categoria de aprendizado não supervisionado. Na questão de reconhecimento de padrões, ele acredita que eles podem melhorar a vida das pessoas. Por meio da tecnologia seria possível identificar doenças de forma mais rápida e até mesmo identificar quais drogas poderiam ser mais eficientes em alguns tratamentos. "É importante lembrar que isso não é nenhuma mágica, certo? É matemática, estatística e reconhecimento de padrões, combinados ao uso de uma grande quantidade de dados", explicou.

Fonte: Startupi, The Verge

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