YouTube é pressionado a proibir anúncios que deturpam manifestações em Hong Kong

Por Nathan Vieira | 22 de Agosto de 2019 às 16h15
Tudo sobre

YouTube

Saiba tudo sobre YouTube

Ver mais

Nos últimos dias, Hong Kong tem sido palco de manifestações que chegaram a reunir mais de 1,7 milhão de pessoas, e a principail arma do governo tem sido a mídia. Uma agência de notícias chinesa chamada China Xinhua News usou o Twitter para disseminar informações deturpadas a respeito das manifestações (que foram pacíficas), falando que foram violentas. Dessa vez, o YouTube é a ferramenta utilizada para deturpar os manifestantes. Acontece que a plataforma de vídeos está sendo pressionada a remover anúncios da Televisão Central da China (CCTV), um canal de mídia estatal que supostamente está espalhando informações erradas sobre o caso.

Isso foi trazido à tona por meio de usuários do Twitter e do Reddit, que printaram os anúncios e divulgaram. Segundo o que pode ser visto por meio das capturas e tela, os protestos de Hong Kong estão sendo apontados como um produto ilegítimo da influência estrangeira. Os usuários acusam o YouTube e a Google de permitir uma "infestação de anúncios" que "tenta semear a discórdia política", e exigem que a Google impeça que a CCTV exiba anúncios no YouTube.

(Foto: Captura de tela feita por um usuário do Reddit)

Apesar de ter regras para anúncios políticos e proibir conteúdo que represente falsamente o produto ou a organização sobre a qual um anúncio está falando, a Google não tem uma polícia que fale diretamente sobre agências de mídia estatais (como é o caso da CCTV), então ainda não está claro se esse tipo de anúncio viola as políticas da empresa.

A onda de manifestações teve início em março deste ano. Inicialmente, os protestos foram feitos contra uma lei de extradição (processo oficial pelo qual um Estado solicita e obtém de outro a entrega de uma pessoa condenada ou suspeita da prática de uma infração criminal). Atualmente, a lei em questão se encontra suspensa, e as manifestações em Hong Kong passaram a abranger outras intenções, como a libertação de manifestantes presos, ou investigação sobre a conduta policial do país.

Fonte: The Verge

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.