Twitter vai lançar plataforma de transparência para publicidade na rede social

Por Wagner Wakka | 11 de Abril de 2018 às 08h07
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O Twitter lançou nesta terça-feira (10) uma série de posts na rede social em que explica algumas mudanças na plataforma para se adequar ao Honest Ads Act, uma lei adicionada no ano passado após as discussões de que o governo russo teria interferido nas eleições norte-americanas que elegeram Donald Trump.

Pelos tweets, a empresa reforçou a necessidade da lei e explicou as mudanças que vem fazendo para se adequar ao Honest Ads Act. Uma delas é uma plataforma chamada Ads Transparency Center (ATC), cuja proposta é aumentar a transparência das publicidades na rede social, sobretudo as relacionadas a campanhas eleitorais.

“Em outubro do ano passado, o Twitter anunciou planos para lançar uma nova plataforma líder do setor, chamada de Ads Transparency Center (ATC). O ATC irá além dos requisitos do Honest Ads Act e, eventualmente, fornecerá maior transparência a todos os anúncios no Twitter”, diz um dos post.

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A proposta é que o ATC dará ao usuário de forma detalhada a origem de cada anúncio apresentado no Twitter, muito embora a rede social ainda não tenha divulgado quais sejam estas informações. “Temos uma equipe dedicada que tem todos os recursos para implementar o ATC e está comprometida em lançá-lo neste verão [meio do ano no Brasil]”, aponta em outro post.

O que o Honest Act diz?

A lei traz uma alteração em outra de 2002 relativa à propaganda eleitoral, levando-se em conta publicidade na internet. A atualização passa a exigir que qualquer plataforma com pelo menos 50 milhões de visitantes mensais tenha que informar publicamente os investimentos caso um grupo ou uma pessoa gaste mais de US$ 500 mil em anúncios publicados em sua plataforma.

A parte mais importante relativa às questões eleitorais que envolveram a suspeita de intervenção russa diz que a lei passa a “exigir que as plataformas online tomem todos os esforços razoáveis ​​para garantir que indivíduos e entidades estrangeiras não comprem anúncios políticos para influenciar o eleitorado americano”.

Cenário atual

Além da influência russa nas eleições, um outro caso tomou as notícias no último mês. A empresa Cambridge Analytica é acusada de utilizar dados de mais de 80 milhões de usuários do Facebook na campanha eleitoral de Donald Trump.

Por conta disso, a rede social passou a ser investigada pelo Federal Trade Comission (FTC). Nesta semana, Mark Zuckerberg terá de participar de reuniões com Senado e Congresso norte-americano para falar sobre o caso e medidas da plataforma para conter o uso indevido de dados de usuários.

Fonte: Twitter

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