Twitter quer reduzir peso das imagens, sem perder qualidade, com novo algoritmo

Por Redação | 25 de Novembro de 2016 às 09h50

Atualmente, a internet é basicamente toda imagem. Instagram, Snapchat, Facebook e até mesmo o Twitter têm um forte apelo junto ao público justamente por permitirem compartilhar fotos de maneira rápida e descomplicada. O problema é que o compartilhamento cada vez maior de conteúdo multimídia tem seu custo: exige mais dos servidores, ocupa mais espaço de armazenamento e consome mais dados das conexões.

Diante disso tudo, é praticamente imperativo trabalhar em técnicas de compressão de imagem para "aliviar a barra". E é justamente isso o que o Twitter está fazendo. No início deste mês, a companhia por trás dos microblogs disse que conseguiu desenvolver um algoritmo capaz de comprimir fotografias de maneira mais eficiente que o padrão JPEG2000.

O mais interessante de tudo isso é que a técnica emprega aprendizado de máquina, que é quem faz todo o trabalho de compressão sem que haja perda de qualidade. Segundo Rob Bishop, líder de produto do Twitter Cortex, laboratório responsável pelo desenvolvimento do do sistema, o algoritmo analisa amostras de alta qualidade das imagens para criar regras que vão refazê-las usando menos informações.

Da esquerda para a direita: compressão do Twitter, JPEG2000 e JPG comum (Reprodução: Twitter)

Tal procedimento é chamado de "aprendizado ponta a ponta". Nele, o algoritmo cria seus próprios métodos para solucionar um problema. Por não estar atrelado à complexidade que a mente humana é capaz de lidar, o algoritmo, então, emprega quantidades absurdas de etapas que precisam ser cumpridas até chegar ao resultado desejado.

Apesar disso, Bishop admite que ainda há alguns desafios a serem superados, sendo o principal deles o que um computador entende por imagem de alta qualidade. "Não há consenso sobre qual a melhor métrica que representa a percepção humana", disseram alguns pesquisadores do Google, que também está trabalhando em uma solução semelhante.

Para superar isso, o Twitter conduziu um experimento para saber o que as pessoas consideram uma imagem de alta qualidade. A empresa pediu a 24 pessoas que classificassem 273 imagens comprimidas numa escala de um a cinco. No geral, os arquivos que foram comprimidos usando a nova técnica foram mais bem avaliados que o restante.

Da esquerda para a direita: compressão do Twitter, JPEG2000 e JPG comum (Reprodução: Twitter)

Agora, a ideia é utilizar os dados coletados nessa pesquisa para incrementar o algoritmo, e, em breve, aplicá-lo efetivamente na rede de microblogs.

Via Quartz