Twitter quer empresas chinesas anunciando na rede social

Por Redação | 26 de Maio de 2015 às 13h30
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Durante o segundo dia da CES Asia, o vice-presidente de operações internacionais do Twitter, Shailesh Rao, pediu que as empresas chinesas utilizassem a rede social como forma de alcançarem "um público ao redor do mundo".

Assim como o Facebook, o Twitter continua bloqueado na China, sem poder explorar o grande potencial que a segunda maior economia do mundo poderia oferecer. Sabendo disso e evitando fazer qualquer menção sobre a utilização do Twitter em território chinês, Rao decidiu adotar a estratégia de revelar as vantagens que a rede social pode trazer às empresas chinesas a fim de conquistarem mais mercado pelo mundo.

Enquanto o Twitter não consegue desembarcar de vez na China por conta das restrições impostas no país, a rede social aposta em conquistar as empresas chinesas para que elas possam utilizar a plataforma como parte de uma estratégia permanente a fim de conquistar outros consumidores ao redor do mundo. Rao, um ex-funcionário do Google, fez referência à Xiaomi, Alibaba, Haier e China Airlines como marcas chinesas que adotaram a plataforma como parte de suas estratégias globais.

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No ano passado, o Twitter abriu um escritório em Hong Kong de olho no potencial publicitário vindo de grandes empresas do continente.

"O momento é agora para tirar vantagem das capacidades de comunicação tremendas para as empresas asiáticas e chinesas que tenham a ambição de chegar aos mercados internacionais e ao público de todo o mundo. O Twitter pode ser uma plataforma eficaz para vos ajudar com isso", declarou Rao.

Como o Facebook também tem sofrido com as restrições chinesas para entrar no país, os executivos da rede social também têm tentado maneiras de chegar e conseguir abrir as portas da China aos seus serviços.

Caso o Twitter conseguisse entrar no mercado chinês, ele teria que enfrentar a forte concorrência do Weibo, a principal plataforma de microblog da China que atinge mais de 500 milhões de usuários. A rede social integra em seu serviço uma plataforma de pagamento e adota as leis do país para poder operar seus serviços, como o uso de nomes reais para as contas e a censura ao redor de discussões políticas.

Por enquanto, a estratégia do Twitter é conquistar as empresas chinesas que tem atuação fora do país, o que já seria uma considerável fonte de receita vinda de publicidade e anúncios para o microblog.

Fonte: CNET

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