Twitter pode voltar a permitir serviço que reúne tweets deletados por políticos

Por Redação | 23.10.2015 às 14:36
photo_camera Divulgação/Open State

Recentemente, o Twitter baniu uma ferramenta chamada Politwoops, que tinha o objetivo de manter sempre disponíveis mensagens apagadas do Twitter por políticos. Alegando que tal registro violava os termos de uso da ferramenta, afinal todos os usuários têm direito à possibilidade de excluir suas postagens, a rede social desativou as contas que mantinham tais registros.

Porém, ontem, o cofundador do Twitter e atual presidente da empresa Jack Dorsey foi a público a fim de “reatar” algumas relações desfeitas com a comunidade de desenvolvedores que orbitam a plataforma. Ele fez um pedido de desculpas direcionados a alguns grupos, incluindo a Sunlight Foundation, responsável por criar o Politwoops.

Limpando a barra

O Twitter pretende limpar a barra junto a grupos que atuam de forma intensa dentro da rede social, como é o caso das 17 organizações internacionais que lutam por direitos humanos e transparência em governos que emitiram uma carta de repúdio à plataforma após o banimento do Politwoops.

A alegação destes grupos era a de que algo dito por um político é sempre de interesse público, portanto não fazia sentido classificar o registro de tais informações (mesmo depois que elas são apagadas da rede) como violação dos termos de uso da plataforma. Entre eles estavam grupos como a própria Sunlight Foundation, a Free Press e a Human Rights Watch.

Politwoops

Site do Politwoops ainda está ativo, mas não é mais atualizado. (Foto: Reprodução/Politwoops)

Além do banimento em si, outro problema foi a forma como o Twitter lidou com tudo. A companhia simplesmente “tirou o plug da tomada”, sem sequer consultar a comunidade envolvida para chegar a um denominador comum. Assim, o pedido de desculpas de Dorsey faz ainda mais sentido.

Fonte: TechCrunch