Twitter pode oferecer recursos diferenciados a assinantes de suposto plano pago

Por Felipe Demartini | 03 de Agosto de 2020 às 12h53
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O Twitter parece mesmo estar caminhando rumo a um sistema de monetização que envolva as assinaturas mensais. Após comentários do CEO Jack Dorsey sobre o assunto, uma enquete liberada a um grupo restrito de usuários da rede social indica que ela pode contar com funcionalidades adicionais e exclusivas para os usuários pagantes, incluindo recursos bastante pedidos pelos usuários atuais.

Em uma das perguntas, o questionário quer saber quais recursos adicionais fariam com que os usuários pagassem uma assinatura e cita alguns exemplos como a capacidade de publicar mensagens mais longas, vídeos com maior duração em melhor qualidade e a tão sonhada capacidade de editar tweets. Neste caso, a mecânica seria um pouco diferente, com o usuário sendo capaz de “desfazer” uma publicação dentro de uma janela de 30 segundos, para que possa corrigir erros de digitação e eventuais problemas, em um sistema semelhante ao que existe hoje no Gmail, por exemplo.

Outras proposições mostram um foco corporativo por trás do sistema de assinaturas, uma alternativa que já vinha sendo especulada desde que o assunto começou a ser comentado, há algumas semanas. Ideias adicionais incluem a possibilidade de configurar respostas automáticas a menções, mais dados em ferramentas de análise e a possibilidade de realizar enquetes entre a base de usuários sobre os anúncios que vem sendo veiculados por uma determinada marca.

Ainda, outros recursos extras incluiriam figurinhas e um badge que levaria usuários a negócios ou empresas representados pelo dono do perfil e, no celular, também teriam acesso a mais opções de customização de aparência, selecionando mais cores de fundo ou fontes para a experiência na rede social. Por fim, seria possível também adicionar “administradores” a um perfil gerenciado em conjunto, não sendo mais necessário enviar credenciais de acesso diretas a todos os envolvidos em uma operação de social media, por exemplo.

Por fim, e talvez na possibilidade mais interessante entre as citadas, o Twitter indica a possibilidade de usuários pagantes não mais verem publicações patrocinadas em meio às postagens normais da rede social. Seria uma forma, inclusive, de suplantar a queda nas receitas publicitárias da plataforma, que viu uma queda de 23% no último trimestre como um reflexo direto da pandemia do coronavírus.

Foi justamente em uma chamada com investidores para falar sobre o tema que Dorsey afirmou estar flertando com a ideia de criar planos de assinaturas para a rede social. Ela deve continuar gratuita, mas quem quiser, poderá pagar para receber recursos extras como os citados, em um projeto que vem sendo trabalhado internamente com o codinome Gryphon e ainda não tem confirmação alguma de que se tornará realidade.

A liberação da enquete, entretanto, é mais um passo nesse sentido e uma comprovação de que a rede social está querendo, efetivamente, ir adiante com a ideia. Nada confirmado, por enquanto, e não existem informações sobre um real lançamento de funcionalidades pagas ou uma data prevista para a inclusão de tais recursos. A diferença é que, agora, eles parecem ainda mais próximos, e devem gerar certo atrito devido à inclusão de recursos tão pedidos mediante pagamento.

Fonte: Matt Navarra (Twitter)

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