Twitter não desgarra do Vine e lança acervo online

Por Luciana Zaramela | 20.01.2017 às 21:52
photo_camera Divulgação

Já faz tempo que estamos falando sobre a queda do Vine e seus últimos dias de existência, mas parece que nem mesmo depois da plataforma ter sido oficialmente desligada, o Twitter, responsável por sua existência, quer enterrá-la. A companhia lançou hoje um arquivão online com todo o conteúdo postado de 2013 a 2016 em seu "Instagram de vídeos curtos".

A novela de notícias envolvendo o fechamento da rede, aliás, serviu para chamar a atenção de muita gente (até quem nem mesmo conhecia o aplicativo) para a plataforma. Normalmente, quando uma companhia decide encerrar um serviço online, ela avisa os usuários, os orienta a fazer download do conteúdo que postaram e até sugere serviços semelhantes para migração. No caso, o Twitter foi cuidadoso até demais, tanto que não suporta ver seus usuários irem embora assim tão fácil.

O site (e um app meio Vine)

Em um post oficial no Medium, o Twitter explica que a novidade é uma "playlist" de quatro anos disponibilizada online. Antes dele, a empresa também disponibilizou um aplicativo chamado The Vine Camera para iOS e Android, destinado aos ex-usuários para que ainda continuem criando novos vídeos e postando tudo no Twitter.

Lembrando que esse aplicativo já foi lançado nesta semana, e a empresa disse que depois que o site oficial do Vine fosse fechado, o aplicativo também seria retirado das redes sociais. Depois disso, parece que o apego falou mais alto e o Twitter mudou de ideia (ou seria mera publicidade?), dizendo que ia apenas fazer uma transição do mais importante do Vine para o Camera. No final das contas, o app acaba sendo um ambiente para criação de vídeos e compartilhamento no Twitter — que agora suporta os famosos loops.

Já o acervo é praticamente um novo Vine, só que sem direito a postagem e dividido em quatro anos: 2013, 2014, 2015 e 2016. Além dos vídeos propriamente ditos, alguns metadados também foram preservados, incluindo o número de likes, revines e loops. Outros detalhes incluem a data de postagem, o título e o nome de quem postou. Na seção "Comminity/Comunidade", é possível encontrar os melhores trabalhos de alguns criadores de conteúdo.

Aliás, algo interessante: o acervo conta com uma opção de login, permitindo que aqueles que já tiveram conta no Vine usem suas credenciais para acessar conteúdo individual.

Há também uma seção destinada aos criadores, por onde você clica no nome dos usuários mais famosos da plataforma e abre seus principais conteúdos. Como diz a própria companhia, "o arquivo do Vine é uma máquina do tempo".

Mas, reflitamos: se o Twitter amava tanto o Vine, por que o matou? Seria muito melhor se a rede de microblogs tivesse incorporado todo o potencial do finado serviço em sua plataforma principal, tornando o Vine um agregador de conteúdo específico para vídeos, como um hub conectado e integrado. Ao que parece, a empresa apostou a ferramenta certa no lugar errado, e percebeu tarde demais que poderia ter feito diferente. É ainda um pouco inacreditável pensar que a companhia insistiu em uma nova ferramenta (a.k.a. Vine Camera) externa para que seus usuários continuem criando e postando vídeos. Não seria mais fácil integrar tudo na rede do passarinho?

Bom, de qualquer maneira, o importante é que quem gostava do Vine ainda pode acessar o conteúdo numa boa. Se você tem uma conta ou ainda não visitou o serviço, pode fazer isso agora clicando aqui. O acervo não tem data para sair do ar, pelo menos por enquanto. Mas com essa novela toda, o resumo da ópera é o seguinte: o Vine ainda existe, só que você agora cria os vídeos no app Camera e posta tudo no Twitter.

Fonte: Twitter (Medium)