Twitter já apagou mais de 1,2 milhão de contas promovendo terrorismo desde 2015

Por Ramon de Souza | 05 de Abril de 2018 às 14h40
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O Twitter já removeu mais de 1,2 milhão de perfis que promoviam a prática de terrorismo desde agosto de 2015. A companhia revelou tal número em seu relatório bianual de transparência, revelando que, apenas durante o segundo semestre de 2017 (julho a dezembro), foram apagadas 274.460 contas por tal motivo. Embora os números pareçam surpreendentes, a rede social diz ter visto um declínio desse tipo de infração.

Interessante também é o fato de que, durante o último período analisado, 93% das contas removidas foram detectadas automaticamente pelos algoritmos inteligentes do serviço — além disso, em 74% dos casos, o infrator nem mesmo teve a chance de publicar seu primeiro tweet antes de ser deletado da plataforma. O Twitter afirma que está trabalhando duro para tornar o site “um lugar indesejável para aqueles que procuram promover o terrorismo”.

Indo além, a rede do pássaro azul explicou que, a partir de agora, tweets retidos serão substituídos por uma mensagem automática explicando se aquele conteúdo foi removido por leis locais ou por infringir suas políticas de uso. No primeiro caso, a remoção valerá apenas para internautas que estiverem no país em questão. Para garantir que não existam exclusões injustas, todos os pedidos formais são arquivados em um site específico.

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E no Brasil?

Aliás, vale a pena ressaltar que, ao longo do relatório, o Twitter informa o número de pedidos de remoções de conteúdos e de compartilhamento de informações separados em cada país. No caso do Brasil, tivemos 60 requisições de dados confidenciais e 42 de remoções entre julho a dezembro do ano passado. Apenas 27% dos pedidos de informações foram atendidos pela rede social.

Já no caso de pedidos de remoções, 12% dos formulários efetivamente resultam na exclusão de alguma conta ou tweet infrator. Das 42 requisições, 30 foram feitas por instituições governamentais, agências de segurança e forças policiais. Os 12 restantes foram ordens judiciais.

Fonte: Engadget, Twitter

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