Twitter coloca Alex Jones, do Infowars, de castigo, mas não o bane da plataforma

Por Rafael Arbulu | 15 de Agosto de 2018 às 12h47

O famoso conspirador midiático norte-americano Alex Jones (do canal Infowars) foi penalizado mais uma vez. Desta vez, o Twitter decidiu colocá-lo no que a empresa chama de “modo leitura”, quando um usuário do microblog pode ver tweets e acessar o próprio feed, mas está temporariamente proibido de engajar ou gerar conteúdo. Basicamente, Alex Jones pode abrir seu feed, mas não pode publicar tweets ou responder a tweets de outros (sem likes, sem retweets). A medida, porém, não impede que outros usuários se relacionem com ele, então ele ainda pode receber mentions se alguém citá-lo diretamente. Seu nome, nas buscas, também aparece normalmente.

A notícia dá seguimento ao imbróglio virtual vivido por Jones: no início de agosto, diversos canais midiáticos removeram o conteúdo do comunicador e o baniram de suas plataformas. São eles YouTube, Spotify, Stitcher (um hub de podcasts), Apple (via iTunes) e Facebook (este, duas vezes: ao final de julho, quando baniu o perfil e páginas de Jones; e em agosto, quando derrubou as diversas páginas do canal de extrema-direita Infowars). Todas as redes repudiaram os discursos conspiratórios de Alex Jones, dizendo que eles constantemente violaram suas diretrizes e regras de conduta. LinkedIn, Vimeo e Pinterest também cortaram relações com o apresentador do Infowars pelos mesmos motivos.

Mais uma rede social toma ações contra o conteúdo do extremista Alex Jones

O Twitter, ao contrário das outras redes, não baniu Alex Jones, mas está limitando sua capacidade de interação. O chamado “modo leitura” tem duração de sete dias. Segundo porta-vozes da empresa, a ação foi gerada graças a um tweet de Jones - um link para um vídeo dizendo que o presidente americano Donald Trump “deveria tomar ações contra a censura na web”. O tweet já foi deletado, mas já existem prints dele pela rede. Alguns outros tweets de Jones e dos perfis oficiais do Infowars também foram deletados por serem ofensivos.

Algumas teorias conspiratórias veiculadas por Alex Jones incluem os ataques de 11 de setembro terem sido trabalho interno, os atiradores do colégio Sandy Hook serem agentes contratados do governo e os sistemas de encanação e distribuição de água de algumas cidades dos EUA estarem sendo envenenados a ponto de “tornar os sapos gays”.

Fonte: CNETTechcrunch

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