Twitter amplia para 20 semanas período de licença parental para novos pais

Por Redação | 06 de Abril de 2016 às 09h50
photo_camera Divulgação

A partir de 1º de maio, o Twitter adotará uma nova política de licença parental que irá beneficiar tanto pais e mães de filhos biológicos quanto adotados. De acordo com a empresa, todos os funcionários com crianças recém-nascidas terão direito a 20 semanas longe do ambiente do trabalho para cuidar de seus bebês.

Jeffrey Siminoff, recém-nomeado vice-presidente de inclusão e diversidade do Twitter, afirmou que essa mudança expande a forma com a empresa pensa e lida sobre licença parental. Para o executivo, "prestação de cuidados primários é algo difícil de se definir", e que, por este motivo, ambos os pais devem ser capazes de dedicar seu tempo cuidando de seus recém-nascidos.

"Somos uma empresa muito observada por causa dos produtos e serviços que oferecemos. Queremos dar o exemplo, e com isso podemos influenciar nas decisões das outras pessoas", destacou Siminoff.

Atualmente, o Twitter oferece 20 semanas de licença remunerada para mães com filhos recém-nascidos, mas apenas 10 semanas para homens e pais adotivos. A ideia é igualar as políticas para garantir que os pais (no caso os homens) não se sintam pressionados a continuar no local de trabalho depois de terem um bebê ou adotarem um filho.

Além disso, o microblog quer dar garantias a seus empregados, sejam homens ou mulheres, de que esse tempo afastado da companhia não terá um impacto negativo ao retornarem para suas funções. "Nossos gerentes entendem que esse tempo [com os filhos] é valioso. Educação é fundamental", disse Laura Brady, diretora de remuneração e benefícios do Twitter.

A rede social segue o exemplo de outras entidades que já oferecem o mesmo período de licença parental, independentemente do gênero ou da forma como a criança foi concebida. O Facebook, por exemplo, também garante 20 semanas de licença para novos pais e mães.

Desde novembro do ano passado, a Microsoft garante aos novos pais e mães 12 semanas perto de seus filhos - as mulheres ainda ganham um adicional de oito semanas após o nascimento -, sendo que esse período pode ser dividido em dois. Ou seja, o funcionário pode se afastar por um mês e meio, voltar a trabalhar em meio período e depois ficar mais seis semanas em casa para cuidar das crianças.

A Netflix, por sua vez, é ainda mais flexível nesse aspecto. A empresa oferece licença parental "sem limites" no primeiro ano de nascimento ou adoção da criança, desde que o empregado faça um planejamento e consiga atender um número mínimo de tarefas ao longo desses 12 meses.

Fontes: Fortune, Engadget, Vogue

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