Twitter adota licença-paternidade de 20 semanas no Brasil

Por Redação | 04 de Julho de 2016 às 16h10
photo_camera Divulgação

O Twitter anunciou nesta segunda-feira (4) que seus funcionários no Brasil terão direito à licença paternidade de 20 semanas. A partir de agora, os pais terão o mesmo período de afastamento do trabalho do qual as mães que trabalham na empresa têm direito após o nascimento de seus filhos. A medida também é válida para casos de adoção.

O programa, que teve início nos EUA em maio deste ano, está sendo adotado internacionalmente em todos os escritórios do microblog e passa a valer também para os funcionários brasileiros que trabalham nos escritórios do Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo o Twitter, a ideia é que os pais possam participar, assim como as mães, dos primeiros meses de vida de seus filhos, reforçando laços afetivos e atuando em seu processo de criação. A empresa ainda destaca que a iniciativa faz parte de uma série de ações da companhia voltadas à qualidade de vida e à equidade de gênero.

"O benefício está em linha com a cultura de trabalho no Twitter, que valoriza a flexibilidade e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Isso facilita a priorização da família neste momento importante e a participação igualitária de pais e mães na vida dos filhos, colaborando também para a reintegração das mulheres no retorno ao trabalho e para sua carreira no futuro", afirma Mariabrisa Olivares, diretora de recursos humanos do Twitter para a América Latina.

O Twitter oferece ainda outras iniciativas aos seus funcionários, como grupos de discussões para pais, em que são abordados assuntos relevantes para aqueles que têm filhos, e o Boa Hora, de orientação e acompanhamento que fica à disposição da gestante durante toda a gravidez, sem custos. O programa acontece por meio de encontros entre as funcionárias gestantes e uma enfermeira obstetra, que aborda temas como atividade física, alimentação, sintomas de trabalho de parto, cuidados com o recém-nascido, entre outros.

Além disso, durante todo o período de amamentação, as funcionárias do Twitter que precisarem viajar a trabalho terão todas as despesas pagas caso desejem fazer o envio de leite materno aos filhos. Nos escritórios da companhia, o Twitter coloca à disposição uma sala exclusiva onde as mães podem amamentar e extrair leite.

"Lutamos contra esteriótipos de gênero e dos papéis tradicionais dos pais na família, além de promover uma visão sem preconceitos sobre a paternidade, não importa de que forma ela ocorra. Esta é uma abordagem mais inclusiva ao envolver tanto as mães quanto os pais no benefício da licença", disse a rede social.

O Twitter é uma das várias gigantes de tecnologia que já oferecem o mesmo período de licença parental, independentemente do gênero ou da forma como a criança foi concebida. O Facebook, por exemplo, também garante 20 semanas de licença para novos pais e mães. A Microsoft, por sua vez, garante aos pais e mães 12 semanas perto de seus filhos - as mulheres ainda ganham um adicional de oito semanas após o nascimento. Já a Netflix é ainda mais flexível, e oferece licença parental "sem limites" no primeiro ano de nascimento ou adoção da criança, desde que o empregado consiga atender um número mínimo de tarefas ao longo de 12 meses.

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