Twitter admite ter usado números de telefone e e-mails para segmentar anúncios

Por Claudio Yuge | 08 de Outubro de 2019 às 22h10
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O Facebook pode ter sido a empresa que mais acumulou problemas de segurança e privacidade nos últimos dois anos, mas o Twitter não anda muito atrás. Agora, uma declaração polêmica da própria plataforma pode complicar ainda mais as coisas para a companhia: ela admitiu ter usado números de telefones e endereços de e-mail, fornecidos pelos usuários para autenticação em dois fatores, para segmentar anúncios.

“Recentemente, descobrimos que, quando você fornece um endereço de e-mail ou número de telefone para fins de segurança ou proteção (por exemplo, autenticação de dois fatores), esses dados podem ter sido inadvertidamente usados para fins de publicidade, especificamente em nosso sistema de publicidade de Audiências Personalizadas e Públicos Parceiros”, diz o comunicado oficial, sem saber contabilizar exatamente o número de pessoas afetadas.

O programa de Audiências Personalizadas permite que empresas direcionem anúncios a partir de suas próprias listas de marketing. O Twitter descobriu que, quando muitos do anunciantes carregavam essas listagens, elas correspondiam com as informações da configuração de autenticação de dois fatores de muita gente.

(Imagem: Twitter/Reprodução)

Embora o Twitter garanta que esse uso indevido de dados já foi resolvido no dia 17 de setembro, esse é mais um caso para deixar a companhia sob a mira do governo norte-americano, que no ano passado multou o Facebook em US$ 5 bilhões por conta de algo parecido. Para piorar, em 2018 a rede de microblog disse que ainda armazenava senhas em texto simples, e em maio desta temporada confirmou vazamento de informações de localização. Já em agosto, o próprio CEO Jack Dorsey teve sua conta invadida.

O novo episódio abordado pelo Twitter não deve passar batido pela Federal Trade Comission, e é de se esperar que isso vá reverberar de forma negativa nos próximos dias.

Fonte: Tech Crunch, Twitter  

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