Bandidos usam Snapchat para vender armas contrabandeadas

Por Nathan Vieira | 22 de Agosto de 2019 às 14h30
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Assim como todas as redes sociais, o Snapchat tem uma política que proíbe anúncios que promovam armas de fogo, armas, munições ou acessórios relacionados, e defende, claro, que sua plataforma não deve ser utilizada em prol de atividades ilegais. Até aí tudo bem, mas alguns usuários do aplicativo não estão obedecendo essas políticas. Recentemente, o jornal The Guardian trouxe à tona que três pessoas foram presas justamente por vender armas de fogo contrabandeadas por meio do...Snapchat.

É o caso, por exemplo, de Anthony Reed, de 22 anos. Os promotores norte-americanos alegam que ele usou a rede social para comercializar armas na Califórnia. Os anúncios de Reed foram eficazes em atrair inúmeros clientes. Um deles era um agente secreto do ATF (órgão que controla a regulamentação do uso de armas nos EUA) que contatou o infrator e seus supostos comparsas através do Snapchat. Esse agente secreto chegou a pagar mais de US$ 30 mil por 35 revólveres.

Outros casos incluem um homem de 31 anos, que foi preso por contrabandear armas na Geórgia (EUA), onde as leis de armas de fogo são relativamente frouxas, e por anunciá-las no Snapchat. Além disso, um morador de 17 anos do Novo México (também nos Estados Unidos) foi preso pelo FBI em junho deste ano por vender rifles de assalto na rede social em questão. Eles foram rastreados por agentes da ATF e um assinaram um acordo de confissão.

Os usuários do Snapchat podem postar o que quiserem em suas contas e cabe aos membros da comunidade ou às ferramentas automatizadas da plataforma sinalizarem o problema. Por isso, a fiscalização dessa prática acaba sendo um verdadeiro desafio.

As políticas do Snapchat são contra a venda de armas e outras atividades ilegais, mas é um desafio impor isso aos usuários

No entanto, não é apenas o Snapchat que tem sofrido com usuários utilizando a plataforma para vender armas de fogo ilegalmente. No início desta semana, o The Wall Street Journal fez uma reportagem sobre como os vendedores de armas continuam a contornar as restrições do Facebook três anos depois que a rede social implementou uma proibição em resposta às vendas ilegais feitas na plataforma. Outra rede social que já chegou a sofrer do mesmo mal foi o Instagram.

Fonte: The Guardian via The Verge

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