Tecnologia de realidade virtual do Facebook não é roubada, defende Zuckerberg

Por Redação | 17 de Janeiro de 2017 às 16h34

Conforme esperado, nesta terça-feira (17), o CEO do Facebook testemunhou em uma ação que acusa a Oculus de ter roubado a tecnologia de realidade virtual de outra empresa. O depoimento de Mark Zuckerberg é importante, pois o Facebook adquiriu a startup acusada há mais de dois anos.

O executivo passou mais de duas horas e meia sentado em um tribunal federal dos Estados Unidos respondendo perguntas feitas pela acusação, que representa a editora de videogames ZeniMax Media.

A empresa afirma que a Oculus teve acesso de forma ilegal à propriedade intelectual do seu sistema de realidade virtual, que inclui o headset Rift. A alegação explodiu em 2014, durante o processo de venda da Oculus para o Facebook, que foi avaliado em US$ 2 bilhões.

Zuckerberg disse ao júri que as alegações da ZeniMax são falsas, e que os produtos da Oculus "são baseados na tecnologia da Oculus". Ele disse ainda que seu interesse pela realidade virtual surgiu desde que era estudante, mas achou que isso estava longe de acontecer até encontrar a Oculus.

O CEO do Facebook disse ainda que o negócio com a startup foi feito em um final de semana de 2014 e que a compra incluiu não apenas os US$ 2 bilhões, mas também US$ 700 milhões para reter os funcionários da Oculus e US$ 300 milhões em pagamentos para a fase de desenvolvimento.

Entenda o caso

Para entender a situação do Facebook, precisamos voltar alguns anos na história, quando John Carmack, diretor de operações da Oculus, ainda dirigia a id Software, uma empresa da ZeniMax que é mais conhecida por ser o cérebro por trás de jogos famosos como Doom.

A acusação diz que os executivos da Oculus roubaram seus softwares e segredos comerciais por meio da contratação de Carmack e cinco de seus funcionários da id Software. A ação ainda diz que o executivo violou seu contrato com a ZeniMax ao compartilhar informações confidenciais com a Oculus. As informações teriam sido usadas como base para a criação do software de realidade virtual, que se tornaria o carro chefe da startup.

Um dos advogados que representa a Zenimax chegou a chamar a aquisição da Oculus de "um dos maiores assaltos tecnológicos de todos os tempos" durante as declarações de abertura do caso perante o júri. Em sua defesa, o Facebook alega que as acusações não têm fundamento e que a ZeniMax só processou a empresa porque passou a investir na Oculus antes da rede social comprá-la.

Fonte: Reuters

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