Suspeito de matar influenciadora publica fotos da vítima nas redes sociais

Por Felipe Demartini | 16 de Julho de 2019 às 13h33

Um crime violento ganhou destaque nas redes sociais neste final de semana, quando imagens do corpo da influenciadora americana Bianca Devins, de 17 anos, foram publicadas em plataformas como Discord e Instagram. As fotos teriam sido postadas pelo suposto responsável pelo crime, Brandon Andrew Clark; pela rede social de fotos, ele também teria publicado os momentos anteriores e posteriores ao ato.

O caso aconteceu na cidade de Utica, no estado americano de Nova York, na madrugada de sábado (13) para domingo (14). O acusado seria namorado de Devins e teria assassinado a influenciadora após uma discussão, com as imagens violentas do crime sendo publicadas, inicialmente, no Discord. Ele mesmo teria avisado a polícia e, quando os oficiais chegaram ao local do crime, Clark também tentou tirar a própria vida.

No Discord, o indiciado ainda teria comentado o ato, afirmando que os usuários do servidor em que as imagens foram postadas teriam que encontrar outra garota para “orbitarem”. As imagens também foram postadas no perfil do acusado, com cerca de três mil seguidores, onde ele também exibiu imagens anteriores ao crime. Ainda, na presença da polícia, ele chegou a tirar selfies, que não foram publicadas.

Em comunicado oficial, o Facebook disse ter removido a fotografia do corpo de Devins ainda no domingo, além de retirar do ar o perfil pessoal de Andrew. A imagem também foi incluída no banco de dados da companhia, de forma a impedir novos uploads, enquanto uma hashtag relacionada ao caso também está sendo seu alcance reduzido. A empresa não revelou como ficou sabendo sobre a publicação, que aconteceu nos stories do acusado, mas disse que as medidas foram tomadas de forma ágil e não revelou o número de visualizações antes da remoção nem por quanto tempo ela ficou disponível.

Enquanto isso, em um esforço dos próprios usuários para ocultar eventuais publicações que escapem do crivo automatizado da rede social, uma hashtag relacionada ao caso vem sendo inundada com imagens de animais, paisagens e desenhos animados. O mesmo vale para as marcações do perfil de Devins.

De acordo com o sargento Michael Curley, da polícia de Utica, há ainda um suposto vídeo que mostra o momento do crime, que é falso e também está sendo retirado do ar devido ao teor das cenas exibidas. Segundo as autoridades, a foto do assassinato também apareceu no Snapchat e os oficiais trabalham junto às redes sociais para evitar republicações.

Clark foi indiciado por homicídio de segundo grau, que, na Lei dos EUA, se refere ao ato realizado com intenção de matar, mas não premeditado. De acordo com a polícia, ele mantinha um relacionamento com a vítima há cerca de dois meses, com múltiplos encontros e também contato com as respectivas famílias. Devins havia acabado de se formar no ensino médio e pretendia cursar psicologia em uma universidade de Utica.

Fonte: The Wahington Post

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