Stanley Kubrick não filmou pouso falso na Lua, diz filha do cineasta

Por Redação | 06 de Julho de 2016 às 19h45

A chegada do Homem à Lua, em 1969 pela missão Apollo 11, dos Estados Unidos, é considerada um dos maiores feitos da humanidade em toda a História. No entanto, há teóricos da conspiração que negam o fato, dizendo que tudo o que foi mostrado na TV era uma peça de ficção dirigida por Stanley Kubrick, um dos mais famosos cineastas de todos os tempos, falecido em 1999.

Agora, Vivian Kubrick, filha do diretor de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, negou que seu pai tenha participado do que muitas teorias de conspiração apontam ser uma farsa. O assunto astronomia está em alta no momento devido ao fato da sonda espacial Juno ter entrado na órbita de Júpiter, o que Vivian parece acompanhar com entusiasmo.

"Entrando na órbita de Júpiter... Que maravilhas e realidades surpreendentes estão guardando para a humanidade...", tuitou Vivian, com a mensagem acompanhada de uma cena clássica do filme 2001.

No entanto, quando abordada sobre a teoria da conspiração, a filha de Stanley Kubrick subiu o tom. Vivian enalteceu a integridade artística e a consciência social e política de seu pai, e disse que, pelos filmes que fez, seria uma das últimas pessoas do mundo a ajudar o governo dos Estados Unidos. Para ela, a peça de ficção, se existisse, teria sido uma traição ao povo. Por fim, afirmou com todas as letras (e em caixa alta) que o fato de seu pai ter conspirado com o governo dos EUA é uma "mentira grotesca".

Leia o manifesto completo:

"Certamente (?!) um artista, como o meu pai, cujo grau de integridade artística profunda é autoevidente, cuja consciência política e social está manifestamente presente em quase todos os filmes que fez, cujo tema altamente controverso literalmente colocou sua vida em risco e ainda assim ele continuou a fazer o filme que ele fez... vocês não acham que ele seria a última pessoa no mundo a ajudar o governo dos Estados Unidos em uma traição tão terrível ao seu povo?

Há muitas – e reais – conspirações que aconteceram em nossa história, e ainda estão acontecendo, e estou muito consciente das manipulações terríveis perpetrado por governos, serviços secretos, banqueiros, o complexo militar-industrial etc. Agora, alegações de que o pouso na Lua foram forjadas e filmadas por meu pai? Eu não consigo acreditar!!? Como alguém pode crer que um dos maiores defensores da humanidade poderia cometer tamanho ato de traição?

Os trabalhos artísticos de meu pai são sua defesa incontestável!

Finalmente, apesar de meu amor por meu pai, eu o conhecia! Eu vivi e trabalhei com ele, então, perdoem minha dureza quando eu afirmo categoricamente: a dita 'verdade' que esses excêntricos maliciosos insistem em espalhar – que meu pai conspirou com o governo dos EUA para 'forjar o pouso na Lua' – é manifestamente uma MENTIRA GROTESCA".

Seria O Iluminado uma confissão de Kubrick?

A resposta deve ter pouco efeito para aplacar as teorias de conspiração, porque malucos sempre serão malucos. O fato desses mitos terem sobrevivido por muito tempo também se deu pelo fato de o diretor ser afeito a entrevistas e jamais ter respondido às teorias dos fãs sobre seus filmes.

O Iluminado, por exemplo, é um filme enigmático e aberto às mais variadas interpretações. Para o escritor Jay Weidner, pesquisador de Stanley Kubrick, o longa-metragem não é uma adaptação do livro homônimo de Stephen King, mas o jeito do diretor contar ao mundo que participou das filmagens do pouso na Lua.

Weidner diz que o colapso mental do personagem de Jack Nicholson representa o estresse e a pressão sobre Kubrick ao fazer a peça de ficção. Isso está narrado no documentário Room 237. Esse filme alterna entre sequências de O Iluminado e cenas reais, e, de fato, há muitas referências à missão que levou o Homem à Lua.

O Iluminado

Reprodução/YouTube/havas79

O Iluminado

Reprodução/YouTube/havas79

Numa das cenas, por exemplo, Danny, filho do personagem de Nicholson, veste um suéter que tem a Apollo 11 estampada. No hotel, há um quarto em que os personagens não podem adentrar, o de número 237. Esse teria sido o número do estúdio onde foi gravado a sonoplastia do pouso na Lua. Os algarismos também fazem referência à distância média entre a Terra e seu satélite natural, que é de 237 mil milhas.

Veja uma das cenas do documentário Room 237, principalmente a teoria sobre o Apollo 11 (em inglês):

Com informações do Business Insider.

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