Separação do Messenger representa “experiência completa”, diz Facebook

Por Redação | 06.05.2015 às 14:28

A separação da função de Messenger do Facebook em um aplicativo exclusivo para isso em celulares e tablets irritou muita gente quando foi realizada, no ano passado. Com o tempo, parece que as pessoas acabaram aceitando a mudança ou se acostumando com ela. Mas, mais do que isso, para a rede social, a alteração foi uma boa não apenas para aumentar o engajamento com as próprias soluções, mas também para oferecer uma experiência completa em cada uma delas.

As palavras são de Stan Chudovsky, diretor de produto no Facebook e um dos líderes do projeto do Messenger. Na opinião dele, muitas das novidades implementadas desde a separação poderiam passar despercebidas para muitos usuários, além de exigirem desenvolvimento e tempo extra para que funcionassem junto ao aplicativo principal. Ele fala, especificamente, das chamadas de voz e vídeo que, em sua visão, acabariam “enterradas” em meio a postagens de amigos e conversas rápidas pelo chat.

Isso aconteceria, acredita, justamente devido à maneira com a qual os usuários abordam o Facebook. A rede social é usada para comunicação, atualizações e informação. Enquanto isso, o Messenger se tornou uma ferramenta direcionada única e especificamente para entrar em contato direto com os amigos, e é justamente isso que permite que funções além do texto venham à tona e se tornem mais populares.

Hoje, são 600 milhões de pessoas utilizando o aplicativo todos os meses, um número que representa o triplo do que havia antes da separação. Entre todo esse total, afirma Chudovsky, boa parte faz uso do Messenger diariamente, e uma boa parcela dentre estes tem contato direto com mais do que apenas a função de texto, usando figurinhas e chamadas diretas com frequência.

A fins de comparação, porém, o Facebook hoje conta com 1,44 bilhão de usuários mensais, mais do que o dobro. E é justamente em um patamar desse tipo que a equipe do Messenger deseja chegar, com 100 pessoas trabalhando em novidades e divulgação para que o app seja, um dia, padrão nos smartphones e tablets de todos os usuários da rede social.

Apesar desse ideal, Chudovsky esconde o jogo quando o assunto são novas funções, principalmente sobre a possibilidade de chamadas em grupo ou transmissões ao vivo. Sobre isso, o diretor de produto desconversa e afirma apenas que o Messenger é um trabalho em constante evolução. Para onde ele vai seguir daqui em diante, nem mesmo ele sabe dizer.

Fonte: Mashable