Sean Parker critica Facebook por se “aproveitar” da fragilidade humana

Por Redação | 09 de Novembro de 2017 às 12h14
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Sean Parker, fundador do Napster e um dos primeiros investidores do Facebook, parece não ser mais tão fã assim de redes sociais. O empreendedor, que hoje trabalha com projetos de aceleração para pesquisa e cura do câncer, afirmou que a rede social de seu antigo parceiro, Mark Zuckerberg, se “aproveita” de vulnerabilidades profundas da psicologia humana.

Em uma conversa com a imprensa após uma palestra no National Constitution Center, na cidade americana da Filadélfia, Parker apontou que o Facebook mudou a forma como as pessoas interagem e o mundo como um todo, mas não para o melhor. Na visão do empreendedor, o uso da plataforma interfere diretamente na produtividade e na forma como os usuários se relacionam dentro e fora da internet.

Ao entregar um formato que fomenta a utilização cíclica para validação social – o usuário publica algo, recebe curtidas (que, para ele, servem como uma dose de dopamina por conta da satisfação empregada) e acaba motivado a fazer isso de novo, reiniciando o processo. É aí que está a tal vulnerabilidade apontada, uma parte da psicologia que ainda é pouco estudada, mas amplamente explorada pelos administradores de serviços assim.

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Parker aponta que o modus operandi do Facebook é totalmente apoiado no gasto de tempo e atenção, afirmando se preocupar com as influências disso no cérebro infantil, principalmente. E, o pior de tudo, foi feito de maneira intencional, com não apenas Zuckerberg, mas os fundadores de outras redes sociais sabendo exatamente que esse seria o resultado.

É aqui, entretanto, que o investidor tira o corpo fora, afirmando que, em 2004, quando se envolveu com o Facebook, não vislumbrava o potencial dessa ideia. Na época, ele disse responder às pessoas que ainda não estavam em redes sociais que, em breve, elas com certeza estariam. Hoje, olhando para trás e observando uma rede com mais de dois bilhões de usuários, ele não parece ver isso com olhos tão bons assim.

Ao final de suas declarações, Parker ainda brincou afirmando que Zuckerberg bloquearia sua conta no Facebook quando lesse o que ele havia dito. A rede social ainda não se pronunciou sobre o assunto e, mesmo que o faça, dificilmente conseguirá se livrar de seu ex-presidente, que apesar de não estar mais envolvido diretamente com a empresa, ainda possui uma parcela de 4% da companhia, cujo valor é estimado em mais de US$ 3 bilhões.

Fonte: Axios

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