Redes sociais se preparam para receber publicidade voltada às eleições nos EUA

Por Ares Saturno | 24 de Maio de 2018 às 16h59
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Em novembro de 2018, 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado dos EUA serão renovadas por meio de eleições. O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Mike Pompeo, disse durante a manhã da última quarta-feira (23) que o governo está tomando precauções para barrar a intervenção russa, chinesa e iraniana nas propagandas eleitorais virtuais.

Seguindo a preocupação estatal com publicidade durante as campanhas eleitorais, as redes sociais começam a anunciar medidas protetivas para evitar o que aconteceu na eleição de Donald Trump e no referendo que votou o Brexit, com materiais publicitários veiculados por agências que tentaram influenciar os resultados dos processos democráticos.

Facebook e Instagram

O Facebook revelou na manhã desta quinta-feira (24) que optou por não desvincular todos os anúncios políticos, uma vez que a medida poderia impactar candidatos que dispõem de menos recursos para comprar espaço na mídia televisiva. Ao invés de banir completamente os anúncios políticos, as propagandas virão com um selo informando detalhes sobre a publicidade política. Não apenas os materiais relacionados aos candidatos serão rotulados, mas também conteúdos que abordem assuntos como aborto, armamento civil, imigração ou política externa.

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Além de saber qual entidade pagou pelo anúncio, será possível ter acesso a informações como o orçamento gasto em propaganda, o número de usuários que visualizaram o material e suas características, como idade, gênero e localização. Os anunciantes que optarem por utilizar o Facebook e o Instagram como plataforma de publicidade serão obrigados a se identificar e dividir sua localização com a rede social, informações que ficarão disponíveis aos usuários e eleitores.

Os anúncio serão monitorados por inteligência artificial aliada a mais de 3 mil revisores de conteúdo recém-contratados, parte do compromisso firmado pela empresa em aumentar seu pessoal para 20 mil revisores. Usuários também poderão denunciar publicidades de conotação política que não estejam devidamente rotulados.

Veja, abaixo, um vídeo explicativo de como a rotulagem dos conteúdos vai funcionar:

Twitter

Quem também divulgou novas diretrizes para lidar com conteúdo publicitário de cunho político na web nesta quinta-feira (24) foi o Twitter, que disse estar pronto para fornecer aos anunciantes de conteúdos políticos uma certificação online, além de tornar mais transparentes informações sobre como a rede social diferencia um anúncio político das demais publicidades.

Bruce Falck, gerente geral de produtos do Twitter, informou: “Como parte dessa nova política, exigiremos que os anunciantes que desejam exibir anúncios de campanha política para eleições federais se identifiquem e certifiquem que estão localizados nos EUA". A certificação de organizações não registradas pelos órgãos eleitorais dos EUA serão feitas por meio de formulários com firma reconhecida, que deverão ser encaminhados ao Twitter para que a identidade do anunciante seja validada.

A rede social também reitera que cidadãos estrangeiros segmentem anúncios políticos para pessoas identificadas como estando nos EUA. Os perfis associados às propagandas políticas deverão ter informações de contato válidas e serão identificados com um selo visual, que também trará informações sobre quem financia a campanha veiculada.

As mudanças anunciadas pelo Twitter são consoantes com as medidas adotadas em abril, em conformidade com o Honest Ads Act, um projeto de lei bipartidário que regulamenta práticas de propaganda política nos EUA.

Fonte: The Verge, TechCrunch

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