Redes sociais podem estar te deixando socialmente isolado na vida real

Por Redação | 09.03.2017 às 21:05

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh relataram em um estudo que quanto mais tempo adultos jovens gastam usando as redes sociais, maiores são as chances de sentirem-se socialmente isolados na vida real. Pessoas nessa faixa etária que passam mais de duas horas navegando em sites do tipo têm duas vezes mais chances de sofrerem deste mal do que aquelas que dosam melhor o tempo em sites como Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pintrest, Vine e LinkedIn.

O estudo começou a ser realizado em 2014, quando 1.787 adultos de idades entre 17 e 32 anos foram entrevistados quanto à maneira que usavam as redes sociais. Para conseguir métodos confiáveis de medir quantitativa e qualitativamente os resultados, cada participante foi examinado individualmente quanto à sua própria percepção de isolamento social em decorrência de uma vida virtual.

Os resultados revelaram que quem acessou sites do tipo mais de 57 vezes por semana apresentava três vezes mais chances de sofrer de isolamento social, em comparação com quem acessou as redes sociais menos de nove vezes por semana.

No entanto, os pesquisadores revelaram que, por enquanto, os resultados não são conclusivos, já que não puderam determinar se os pacientes envolvidos já se sentiam isolados antes de participarem da pesquisa ou se isso foi um fator decorrente da utilização de redes sociais. "É um assunto importante para estudo, pois problemas de saúde mental e isolamento social estão atingindo níveis epidêmicos entre adultos jovens", afirmou Brian A. Primack, autor principal do estudo.

Os cientistas acreditam que usuários que parecem levar uma vida perfeita nas redes sociais são aqueles que mais sofrem na vida real, já que a falsa percepção de felicidade em fotos e postagens pode levar ao ciúme e à crença absurda de que eles levam vidas mais felizes.

O artigo original foi publicado no periódico científico American Journal of Preventive Medicine.

Via Tech Times