Proteste também se manifesta contra compartilhamento de dados do WhatsApp

Por Redação | 04.10.2016 às 12:10 - atualizado em 04.10.2016 às 12:59

Mais uma entidade que luta pelos direitos dos consumidores não está nada satisfeita com o compartilhamento de dados entre o WhatsApp e o Facebook. Depois de o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) solicitar instauração de inquérito policial civil para apreciação de delito contra os consumidores, agora foi a vez da Proteste entrar na mesma briga e tirar satisfações com o Facebook.

A associação enviou um pedido de explicações à sede regional da rede social em São Paulo, questionando a validade da integração entre as duas plataformas e o que foi comunicado aos consumidores.

Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, “apesar do WhatsApp e o Facebook dizerem que as conversas no aplicativo são criptografadas, não está claro se as conversas estão sendo compartilhadas com terceiros. Do jeito que está, qualquer dado enviado ou recebido pode ser usado pelo WhatsApp”. Ela defende também que a forma como aconteceu a mudança nos termos de uso não foi transparente para os usuários: “os consumidores estão confusos, não sabem direito o que fazer”.

O Facebook terá até dez dias para dar uma resposta satisfatória à associação, antes que a Proteste procure uma solução na Justiça para a controvérsia. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, Dolci não descartou a possibilidade de a entidade adotar medidas legais pelo o que seria uma “violação do Marco Civil da Internet”.

Ela também citou incidentes recentes em que o WhatsApp se negou a colaborar com autoridades policiais brasileiras em investigações. “A dúvida é: se o argumento do WhatsApp para não atender aos pedidos da Justiça sobre informações trocadas pelo aplicativo era a inacessibilidade por estarem criptografados, agora compartilhará quais dados?”, questionou.

As reclamações do Proteste e do Idec refletem uma preocupação similar existente em outros países. Na Alemanha, por exemplo, o governo local determinou a proibição da integração entre Facebook e WhatsApp. Neste caso, a empresa norte-americana está apelando da decisão e alega que não viola nenhuma lei em vigor no país ou na União Europeia.

Fonte: CódigoFonte