Prédio onde fica escritório do Facebook na Alemanha é alvo de pichações

Por Redação | 14.12.2015 às 17:45
photo_camera Bodo Marks/EPA

A fachada do prédio onde estão localizados os escritórios do Facebook na cidade de Hamburgo, Alemanha, foi pichada durante a madrugada do último domingo. De acordo com o que revelou a polícia local, um grupo composto por 15 a 20 pessoas, todas encapuzadas e vestindo preto, foi o responsável pela ação. Elas picharam a frase “Facebook Dislike” (algo como “Descutir o Facebook”) na frente do edifício.

Segundo com um porta-voz do Facebook, ninguém foi ferido durante a ação, mas a companhia ainda não reunia condições suficientes para determinar as razões que levaram à ação. A relação entre a rede social e as autoridades e grupos ativistas alemães não tem sido das mais amistosas. Isso porque a companhia vem sendo investigada por uma possível leniência em tratar casos de racismo e outros discursos de ódio espalhados pela plataforma.

Político e celebridades do país europeu se posicionaram contra as mensagens xenófobas que povoaram a rede durante a metade deste ano. Um fotógrafo e ativista Olli Waldhauer inclusive lançou uma campanha de protesto que comparava a agilidade com que a rede social remove fotos em que são exibidos mamilos femininos com a demora para coibir postagens impregnadas com discurso de ódio.

Facebook pichado na Alemanha

Prédio que abriga o escritório do Facebook em Hamburgo amanheceu pichado. (Foto: Bodo Marks/EPA)

Um porta-voz da justiça alemã informou que um dos responsáveis pela fragilidade do combate aos discursos de ódio no Facebook é Martin Ott, diretor-geral da plataforma nas regiões central, norte e leste da Europa, com sede em Hamburgo. Apesar de não comentar o caso que ainda corre na justiça, um porta-voz da rede social na Alemanha garantiu que não há qualquer violação das leis do país germânico.

“Nós podemos dizer que as alegações sofrem de ausência de mérito e que não houve violações da lei alemã por parte do Facebook ou de seus empregados”. De qualquer maneira, os esforços da filial alemã da rede social de Mark Zuckerberg parecem não ser o suficiente para solucionar o problema, o que têm irritado uma porção de gente por lá.

Fonte: The Guardian