Polícia rastreia suspeitos de tráfico de crianças pelo Instagram

Por Redação | 25.06.2015 às 10:16

Em mais um escândalo de tráfico de crianças na internet, autoridades do Reino Unido descobriram a existência de uma conta no Instagram que vendia crianças indonésias por £ 475, cerca de R$ 2,3 mil. O perfil, ativo há dois meses, continha seis fotos de recém-nascidos, sendo que um deles era oferecido de graça para adoção.

Além das imagens e do preço, cada foto trazia consigo informações sobre como realizar o pagamento e em qual local os interessados deveriam comparecer para buscar a “aquisição”. A instrução inicial era de contato por meio das mensagens diretas na própria rede social para o acerto de detalhes.

A investigação começou depois que as forças policiais do país foram alertadas pelos próprios internautas sobre a existência da conta. O perfil, claro, foi retirado do ar e as autoridades foram capaz de rastreá-lo até a capital da Indonésia, Jacarta. E foi lá que uma descoberta potencialmente assustadora foi feita – o endereço localizado é de um centro de abrigo para crianças e jovens abandonados.

Apesar disso, ninguém foi preso e as autoridades não encontraram qualquer indício de que uma rede de tráfico de crianças poderia estar operando ali. Estarrecido, um porta-voz do centro comunitário disse que os responsáveis pela instituição não têm qualquer relação com o crime, nem sabem como os registros relacionados à conta do Instagram acabaram relacionados ao local.

A polícia segue investigando e diz ter mais pistas que podem levar ao responsável pelo perfil. Além disso, pretende descobrir se a conta era real e se as crianças ali estavam mesmo sendo vítimas de tráfico infantil – uma vez que uma das fotos postadas parece ter sido retirada de bancos de imagens – ou se outros recém-nascidos acabaram sendo vendidos ou adotados a partir do Instagram.

As redes sociais ainda são um dos principais vetores para crimes não apenas de tráfico infantil, mas também de drogas e armas, apenas para citar alguns exemplos. Devido à facilidade de se criar perfis em sites como Twitter e Instagram, criminosos acabam utilizando tais meios para se comunicar com potenciais interessados, em ações rápidas que, normalmente, começam e terminam antes mesmo das autoridades tomarem conhecimento delas.

Fontes: Daily Star, Mirror