Passado conturbado do CEO da Vero vaza e internautas pedem que você #DeleteVero

Por Ares Saturno | 28 de Fevereiro de 2018 às 14h56

De tempos em tempos aparece alguma rede social que promete tomar o lugar ao sol que o Facebook detém, desde a queda do Orkut. E, a cada nova plataforma que faz essa tentativa, vemos que é muito difícil que alguém consiga quebrar o monopólio de Mark Zuckerberg no que diz respeito a redes sociais.

Você provavelmente já ouviu falar da nova promessa do momento, a rede social Vero. Ela usa um marketing atrativo, visando um convívio social mais atento à privacidade dos usuários, sem aqueles algoritmos bisbilhoteiros do Facebook.

O discurso emocionado que promete conexões reais entre os seres humanos sem tanta exploração comercial agradou aos internautas. Nos últimos dias, foram tantos downloads do aplicativo que se tornou até difícil se registrar, dado o número de novos inscritos. Na App Store, o Vero apareceu hoje (28) como segundo aplicativo mais baixado.

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Mas, antes de comemorar precocemente a queda do Facebook e do Instagram, receba uma possível má notícia: pode ser que o Vero não seja tão bacana assim.

Lobo em pele de cordeiro

O fundador e CEO do Vero, Ayman Hariri, é um bilionário libanês, filho do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafic Al Hariri, assassinado em 2005 após a explosão de um carro-bomba, em Beirute.

O problema é que, antes de investir em uma nova rede social, Hariri filho foi vice-presidente executivo de uma empresa de construção civil, a Saudi Oger, agora já extinta. Vale ressaltar que essa empresa é a resposnável por boa parte da riqueza de sua família.

Até aí, não há problema nenhum. Mas acontece que, durante sua administração, a Saudi Oger foi acusada mais de 31 mil vezes de não pagar os salários devidos aos seus empregados, de forma que o governo da Arábia Saudita, país onde a empresa atuava, precisou intervir. Foram fornecidos alimentos e suprimeitos básicos aos trabalhadores negligenciados pela empresa, pois eles eram de origem pobre e não podiam arcar com a sobrevivência de suas famílias na recusa da empresa de Hariri em pagá-los.

E não para por aí: os trabalhadores eram forçados a viver em acampamentos superlotados, montados pela Saudi Oger. Enquanto prestavam serviço, alguns dos trabalhadores tiveram acesso a alimentos, água e cuidados médicos negados.

Até o presente momento, não houve nenhuma queixa por parte da equipe do aplicativo Vero em relação a abusos ou negligência no pagamento. Entretanto, desde ontem (27) a hashtag #DeleteVero está sendo utilizada no Twitter por internautas preocupados com o passado do CEO, não querendo dar ibope para uma ferramenta criada por alguém com um histórico obscuro como o dele.

E você? Já aderiu ao Vero? Abandonaria a rede social por conta das atitudes negativas de seu fundador? Compartilhe sua opinião no campo de comentários abaixo!

Fonte: Fast Company, The Daily Beast

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