Oculus é acusada de usar tecnologia roubada e CEO do Facebook vai testemunhar

Por Redação | 15.01.2017 às 18:04

Na próxima terça-feira (17), o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, vai testemunhar em uma audiência que alega que a startup Oculus VR, adquirida pela rede social por US$ 2 bilhões, foi criada com base em uma tecnologia de realidade virtual roubada.

A ação foi aberta pela empresa ZeniMax há mais de dois anos e agora culminou em um julgamento público que começou no dia 09 de janeiro. A produtora está pedindo uma indenização com valor equivalente ao da venda da Oculus para o Facebook em 2014.

Para entender o caso, precisamos voltar alguns anos na história, quando John Carmack, diretor de operações da Oculus, ainda dirigia a id Software, uma empresa da ZeniMax que é mais conhecida por ser o cérebro por trás de jogos famosos como Doom.

A acusação diz que os executivos da Oculus roubaram seus softwares e segredos comerciais por meio da contratação de Carmack e cinco de seus funcionários da id Software. A ação ainda diz que o executivo violou seu contrato com a ZeniMax ao compartilhar informações confidenciais com a Oculus. As informações teriam sido usadas como base para a criação do software de realidade virtual, que se tornaria o carro chefe da startup.

Um dos advogados que representa a Zenimax chegou a chamar a aquisição da Oculus de "um dos maiores assaltos tecnológicos de todos os tempos" durante as declarações de abertura do caso perante o júri. Em sua defesa, o Facebook alega que as acusações não têm fundamento e que a ZeniMax só processou a empresa porque passou a investir na Oculus antes da rede social comprá-la.

Durante seu testemunho, Mark Zuckerberg e outras pessoas chave para o processo vão ser questionadas sobre como o Facebook adquiriu a Oculus, detalhes de como o headset Oculus Rift foi inventado, e se Carmack violou seu contrato com ZeniMax.

Via Business Insider