Mark Zuckerberg defende projeto de acesso gratuito à internet

Por Joyce Macedo | 17 de Abril de 2015 às 14h46
photo_camera Foto: Divulgação

O projeto Internet.org do Facebook, que tem a intenção de oferecer serviços básicos de internet móvel a locais em que ela ainda não está disponível, está gerando discussões. Nesta semana, uma série de empresas da Índia desistiu de apoiar a iniciativa porque ela supostamente violaria a neutralidade da rede no país.

Por meio de um post na rede social, o CEO do Facebook saiu em defesa do projeto e disse que a questão não é um problema para o Internet.org, uma vez que a iniciativa não viola a neutralidade da rede, pois o serviço não bloqueia ou desacelera o acesso a outros sites. Mark Zuckerberg disse ainda que, "quando alguém não pode pagar por conectividade, é sempre melhor ter algum acesso do que nenhum".

O Facebook diz que 800 milhões de pessoas em nove países já estão usando o Internet.org para se conectar à web. "Argumentos sobre a neutralidade da rede não devem ser usados para evitar que as pessoas mais desfavorecidas da sociedade tenham acesso ou para privar as pessoas dessa oportunidade", defende Zuckerberg.

Na Índia, especificamente, algumas empresas resolveram deixar o Internet.org alegando que se preocupam com as repercussões do projeto. O maior receio está relacionado ao possível privilégio de sites gratuitos, que não consomem os planos de dados do usuário. Segundo o país, esse movimento iria favorecer as companhias inclusas no Internet.org. Apesar de defender a compatibilidade do projeto com a neutralidade da rede, o principal argumento do fundador do Facebook é que, antes de se preocupar com esse tipo de coisa, é preciso oferecer conexão à Internet para as pessoas.

Em seu lançamento, o Internet.org ofereceu acesso gratuito à sites importantes, como a Wikipedia, Google, um serviço de aconselhamento e prevenção contra o HIV, aplicativo relacionado ao direito das mulheres, e uma plataforma de procura de emprego. Ele também incluiu acesso ao Facebook e ao Messenger.

Zuckerberg afirma ainda que o Facebook não escolhe sozinho quais sites serão incluídos no Internet.org. Segundo ele, o trabalho de escolha de aplicativos e serviços é feito em parceria com governos e operadoras locais.

Fonte: The Verge

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